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Setembro Amarelo: mês de conscientização e prevenção do suicídio

Saúde

Setembro Amarelo: mês de conscientização e prevenção do suicídio

Equipes do Complexo HC oferecem suporte a pacientes e profissionais

 

Hoje, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Uma data que ganha força com o Setembro Amarelo, movimento internacional que visa quebrar preconceitos, dando atenção ao tema, mobilizando, difundindo e conscientizando a população sobre o assunto na sociedade.

Segundo dados do U.S.Department of Healt and Human Services\Centers of Disease Control and Prevention:

  • Para cada suicídio, 5 a 6 pessoas são impactadas;
  • No Brasil, no último ano, foi registrado em torno de 10.000 suicídio, e quase um milhão no mundo.
  • No nosso país, 17% das pessoas já pensaram, em algum momento, retirar  a própria vida; 5% já fizeram planos e 3% já tiveram alguma tentativa.
  • A cada 3 segundos uma pessoa tenta o suicídio e a cada 40 segundos uma pessoa comete o suicídio.
  •  1\4 dos jovens entre 18 e 24 anos, pensou seriamente em suicídio nos últimos 30 dias
  • Estima-se que em 2020 ocorra um aumento de até 50% nas taxas de suicídio no mundo.

“Muitas vezes tem sido difícil a detecção precoce da ideação de suicídio, por tabu ou estigma; o que tem dificultado também a prevenção” – relata Luiz Renato Carazzai, Supervisor Médico do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas.

Ainda de acordo com o psiquiatra, “é importante considerarmos que existem 2 fatores de risco importantes: primeiro, a fato de já ter ocorrido uma tentativa anterior; e segundo, a presença de algum transtorno psiquiátrico -  entre elas, principalmente, a depressão, o transtorno afetivo bipolar, o abuso de drogas, os transtornos de personalidade e esquizofrenia. Em todas essas situações, é fundamental a atenção, e sempre que necessário, a busca de orientação e tratamento por um psiquiatra”.

 

O atendimento no Complexo Hospital de Clínicas da UFPR

No Complexo Hospital de Clínicas os pacientes são atendidos no ambulatório de psiquiatria, a partir do encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde.

O ambulatório realiza atendimentos em psiquiatria geral de adulto, da infância e da adolescência. Há ainda ambulatórios especializados em dependências químicas de adulto e de adolescentes; transtornos psicóticos de adultos e da infância e adolescência; transtornos afetivos bipolares; transtornos de ansiedade e toc; pacientes bariátricos e transtornos alimentares. Totalizando aproximadamente 2000 consultas psiquiátricas por mês. Além do desenvolvimento de notas técnicas e pesquisas na área de psiquiatria.

Possuímos um serviço de interconsulta, para atendimento de solicitações de avaliação psiquiátrica de pacientes internados no Complexo Hospital de Clínicas, em outras especialidades

Além dessas atividades, no ambulatório de psiquiatria, integrado ao Departamento de Psiquiatria da UFPR, com 8 professores, são desenvolvidas as atividades práticas e didáticas da residência e do estágio eletivo e optativos dos graduandos em medicina; e as aulas práticas das disciplinas de psiquiatria.

“Temos a certeza de que, com essa estrutura, conseguimos aprimorar a capacidade e qualidade, tanto no atendimento da demanda da sociedade, quanto na formação de novos profissionais” – Carazzai.

 

Cuidado com os profissionais

Além de oferecer tratamento e apoio para pacientes dos Serviços de Psiquiatria e Psicologia, o Complexo HC também investe no cuidado com seus profissionais, especialmente nesse momento de pandemia, que gera muito estresse e vulnerabilidade aos profissionais de saúde. Por isso, a Unidade Multiprofissional, através do Serviço de Psicologia e a Unidade de Neuropsiquiatria aliada ao Departamento de Psiquiatria da UFPR, disponibilizaram profissionais para realizar consultas e escutas qualificadas, como forma de proporcionar acolhimento e suporte.

“Falar de modo aberto, objetivo e público sobre o sofrimento, e enfrentar os preconceitos, é um esforço que deve ser permanente, e não apenas durante a campanha, para tentar prevenir o suicídio e oferecer auxilio a quem sofre”, afirma o professor Marco Antonio Bessa, psiquiatra e chefe do Departamento de Psiquiatria da UFPR.

 

 

Serviço

  • Você não está sozinho, se precisar de ajuda, ligue: 188 – Centro de Valorização da Vida (CVV)
  • Ou busque ajuda na Unidade Básica de Saúde mais próxima.