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Câncer de pele: é preciso saber mais sobre ele

Prevenção

Câncer de pele: é preciso saber mais sobre ele

Entrevista sobre o assunto com o médico dermatologista Samir Pereira.

O câncer de pele, de acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o tipo mais frequente no País, correspondendo a 30% dos tumores malignos registrados no Brasil. Para conhecer mais sobre a doença, leia a entrevista concedida pelo médico dermatologista, preceptor do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO) e coordenador Regional da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele - edição 2019, Samir Pereira.

 

 

 O que é o câncer de pele e quais os principais tipos?

O câncer de pele é a neoplasia mais frequente na população caucasiana (branca). Pessoas de pele mais clara, cabelos e olhos claros são mais acometidas pela doença.

Existem três tipos principais: dois carcinomas e o melanoma. Os carcinomas são o basocelular, que corresponde a cerca de 70% dos casos, e o espinocelular, equivalente a aproximadamente 25% dos casos.  O melanoma corresponde a cerca de 5% dos casos.

 

Faça uma breve explanação sobre eles.

O carcinoma basocelular é aquela lesão em forma de pequeno “carocinho” perolado, brilhante, as vezes com machas escuras, que cresce e pode vir a sangrar, mais frequente na face a partir dos 40 anos.

O espinocelular pode se manifestar como uma lesão verrucosa que está crescendo ou uma ferida que não cicatriza após 6 semanas, mais comum nas áreas expostas ao sol a partir dos 50 anos.

Já o melanoma é o câncer de pinta. E quando é que ela é preocupante? Quando está aumentando ou mudando de cor. Isso é um sinal de alerta muito importante.

 

Como é feito o diagnóstico do câncer de pele?

O paciente vem com uma lesão suspeita e com a consulta conseguimos perceber se existe uma chance maior ou menor de ser câncer. Para isso, lançamos mão também de um aparelho chamado dermatoscópio que permite uma melhor avaliação. Quando existe uma suspeita, fazemos a biópsia. Ou seja: retira-se um fragmento de pele para confirmar o diagnóstico e, se necessário, prosseguir com a cirurgia para retirada mais ampla dessa lesão.

 

 

Quais os principais fatores de risco da doença?

O principal fator causal é a radiação ultravioleta provocada pelo sol. Qual tipo de sol? Aquele do final de semana, aquela exposição em que a pessoa toma um sol intenso de vez em quando, a que chamamos de intermitente. Isso, quanto ao carcinoma basocelular e ao melanoma.

Já quanto ao carcinoma espinocelular, o principal fator causal é a exposição solar intensa e contínua.

 

Como se prevenir do câncer de pele?

Evitando a exposição à radiação ultravioleta. Isso pode acontecer com o uso de roupas mais fechadas, camisas de manga longa, chapéu, boné. E naquelas áreas que não forem cobertas, fazer o uso do protetor solar. Lembrando que o protetor solar tem que ser aplicado a cada quatro horas. Usar fator solar de, no mínimo número, 30. Quando a pessoa vai para um ambiente que a faça transpirar muito, por exemplo - quando vai correr, nadar - é importante que reaplique o protetor a cada duas horas.

 

Qual a principal forma de tratamento?

A cirurgia. E nós fazemos aqui no Hospital das Clínicas.

 

Para finalizar nossa entrevista, fale-nos um pouco da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele – edição 2019.

A campanha acontece há 21 anos, sendo o HC um de seus protagonistas. Ela já ocorreu em outros lugares e hoje está concentrada no HC.

Chamada desde 2014 de “Dezembro Laranja”, é uma campanha de prevenção ao câncer de pele que acontece durante todo o mês de dezembro, por meio de entrevistas para rádios, jornais escritos, mídia digital, TV, etc. além disso, tem o atendimento propriamente dito, que é gratuito e que neste ano será realizado no dia 07 de dezembro, das 9h às 15h, no HC.  Então, todas as pessoas que tenham uma lesão suspeita podem vir ao HC nesse dia que serão atendidas por médicos e professores da Dermatologia e sócios da Sociedade Brasileira de Dermatologia que são convidados para virem fazer o atendimento voluntário.

 A campanha é exclusiva para câncer de pele. Se a pessoa apresentar outra doença, vai ser orientada a procurar um posto de saúde. Se tiver uma lesão de pele suspeita, vamos encaminhá-la para fazer a investigação e, se necessário, fará cirurgia.

Ascom HC-UFG/Ebserh