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Ambulatório de PrEP inicia atendimentos

Saúde

Ambulatório de PrEP inicia atendimentos

Profilaxia pré-exposição tem como público-alvo pessoas especialmente expostas ao risco de infecção pelo HIV

No dia 17 de janeiro, o Hospital de Clínicas da UFTM inicia o atendimento ambulatorial de prevenção medicamentosa do vírus HIV. A profilaxia pré-exposição - PrEP - é ministrada em um comprimido diário, combinando dois antirretrovirais, com o objetivo de impedir a infecção pelo vírus causador da aids. As consultas podem ser marcadas pelo telefone 3318-5530.

A iniciativa faz parte do Programa de Combate às Doenças Sexualmente Transmissíveis - DSTs -, do Ministério da Saúde, e já é realidade em 65 unidades assistenciais, em todo o país. Com a inserção do HC-UFTM, Minas Gerais passa a contar com serviços cadastrados em cinco cidades. As demais são Belo Horizonte, Juiz de Fora, Passos e Uberlândia.

“Essa política pública visa a reduzir o número de novos casos de HIV no Brasil, com foco em profissionais do sexo, transexuais, parceiros de soropositivos, homens que fazem sexo com homens e tenham múltiplos parceiros, além de indivíduos que apresentem DSTs frequentes”, explica o infectologista e coordenador do Ambulatório de PrEP do HC-UFTM, Rodrigo Juliano Molina.

A dispensação dos primeiros 30 comprimidos ocorre na primeira consulta, após teste rápido para detecção de HIV, sífilis e hepatites. O retorno acontece antes do final do medicamento e, a partir da segunda retirada, são fornecidos 90 comprimidos, com retorno trimestral. 

 

Uso contínuo

“É importante verificar que não existe infecção pelo HIV antes de iniciar a PrEP, pois as substâncias utilizadas não conseguem, sozinhas, tratar o portador do vírus. Também por isso, a cada retorno o teste rápido será repetido”, Molina detalha, ressaltando que a profilaxia está disponível apenas no Sistema Único de Saúde e não é prescrita na rede privada.

De acordo com o médico, a combinação de tenofovir e emtricitabina é potente e segura. Os efeitos colaterais são raros e se manifestam na forma de dores de cabeça, náuseas e diarreia, que tendem a desaparecer nos primeiros 28 dias.

“Para que seja garantida a eficácia da PrEP, é indispensável a tomada diária da medicação. A redução de até 92% no risco de se contrair o vírus é atingida após o sétimo dia de uso, para relação anal, e vigésimo dia, para vaginal”, especifica. 

A Organização Mundial de Saúde recomenda a oferta de PrEP desde 2012. A estratégia preventiva já é utilizada nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Bélgica, Escócia e Peru, vendida na rede privada. França, Austrália, Quênia e África do Sul, assim como o Brasil, a oferecem no sistema público. O investimento inicial do Ministério da Saúde, no primeiro ano, foi de R$ 8,6 milhões, para aquisição de 3,6 milhões de comprimidos.

 

Unidade de Comunicação HC-UFTM