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Hepatite C tem tratamento e tem cura

Saúde

Hepatite C tem tratamento e tem cura

Cammi é o centro de referência para o tratamento da doença em Rio Grande e região

Quem convive com o vírus da hepatite C (VHC) conhece bem as dificuldades diárias. A hepatite é uma infecção crônica que afeta o fígado e pode ser provocada por diversos fatores: vírus VHC, uso de remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. A hepatite é uma doença silenciosa, que apresenta poucos sintomas e muitos deles são comuns a outras doenças, tais como: mal-estar, dor abdominal, febre baixa, dor de cabeça, fadiga, vômitos e pele amarelada. A hepatite pode ser prevenida com alguns cuidados pessoais básicos: utilizar material esterilizado ou descartável em manicures, estúdios de tatuagem, acupuntura, serviços de saúde e procedimentos odontológicos, não compartilhar escovas de dente e lâminas de barbear ou de depilar. Ainda não há vacina contra a hepatite do tipo C, mas existe tratamento e, se seguido corretamente, leva à cura.

Em Rio Grande, o Centro de Aplicação e Monitorização de Medicamentos Injetáveis (Cammi) é o centro de referência para o tratamento da hepatite C dos pacientes do próprio município, além de Canguçu, Chuí, Cristal, Herval, Morro Redondo, Pinheiro Machado, Piratini, São José do Norte, São Lourenço do Sul, Santa Vitória do Palmar e Santana da Boa Vista. O Cammi funciona no Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. da Universidade Federal do Rio Grande (HU-FURG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), desde 2009 e recebeu um importante reforço com a contratação de profissionais por meio de concurso público realizado pela Ebserh. Foi com a atuação desses profissionais que surgiu o Grupo de Adesão ao Tratamento, realizado na última sexta-feira de cada mês, na Sala de Reuniões da Ala Verde. O grupo é voltado às pessoas portadoras do vírus do tipo C, que iniciaram o tratamento ou aguardam a chegada da medicação, e objetiva realizar o acompanhamento integral e multiprofissional dos pacientes, melhorando a qualidade de vida e a adesão ao tratamento. Durante as reuniões, os profissionais do HU-Furg conversam com os pacientes sobre temas relacionados às hepatites em seus diversos aspectos, promovendo a troca de saberes e de experiências, bem como a superação de medos, mitos e estigmas.

Os profissionais que atuam no Cammi ressaltam que o diagnóstico precoce amplia a eficácia do tratamento, com grandes chances de cura. Em 2018, o Centro possibilitou tratamento integral e gratuito via Sistema Único de Saúde (SUS) a 105 pacientes e, em 2019, são 84 pacientes em tratamento e outros 160 usuários na fila de espera da medicação. O teste é feito na Rede Básica de Saúde que, em caso de sorologia positiva, encaminha o paciente ao Cammi. O Centro está localizado na Ala Verde, 2º andar da área hospitalar do HU-Furg, e também faz o acolhimento e o aconselhamento dos pacientes com o vírus. 

Neste mês de maio, o Cammi completa 10 anos de atuação em Rio Grande com uma importante meta: colaborar com o plano pactuado entre o Ministério da Saúde (MS), estados e municípios, para eliminar a hepatite C no Brasil até 2030. De acordo com a nota do MS, “a ideia é simplificar o diagnóstico, ampliar a testagem e fortalecer o atendimento às hepatites virais. Atualmente, a hepatite C tem o maior número de notificações dentre todas as hepatites. Em 2017, a taxa de incidência foi de 11,9 casos por cada 100 mil habitantes. São mais de um milhão de pessoas que tiveram contato com o vírus do tipo C, o que representa 0,71% da população brasileira”.

 

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
O Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg) faz par-te da Rede Hospitalar Ebserh desde julho de 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais uni-versitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: aten-dem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma com-plementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

 

Assessoria de Comunicação do HU-Furg/Ebserh