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Bebê que chegou a pesar 405 gramas tem alta no HU-Furg

UTI NEONATAL

Bebê que chegou a pesar 405 gramas tem alta no HU-Furg

Nascido com 24 semanas, criança recupera-se após quase cinco meses de tratamento

O mês de setembro ficará marcado na história da UTI Neonatal do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. da Universidade Federal do Rio Grande (HU-FURG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por registrar a alta hospitalar do menor bebê em tempo de gestação e em peso que respondeu positivamente ao tratamento. Os profissionais da equipe multiprofissional da Unidade comemoraram o acontecimento com presentes, demonstrações de carinho e orientações aos pais. O bebê, que nasceu com apenas 24 semanas de gestação e chegou a pesar 405 gramas, saiu do Hospital com 3,445 quilos.

A história vitoriosa e de superação teve início em abril deste ano, quando o pequeno Ezequiel nasceu. Por tratar-se de um prematuro extremo, ele foi internado imediatamente na Unidade de Terapia Intensiva. Conforme se reabilitou e ganhou peso, o bebê passou para a intermediária e, por fim, para o Mãe Canguru. Durante todo o tratamento, os pais Karen Souza Barbosa e Eduardo Almeida Saraiva estiveram presentes. Karen lembra da primeira vez que teve a oportunidade de ter o filho nos braços: “Foi uma sensação inexplicável, muito emocionante”. 

O responsável técnico pela UTI Neonatal, o médico pediatra neonatologista, Elvio Carlos Oliveira Zenobini, observou que a equipe trata diariamente de bebês prematuros, normalmente nascidos com 28, 30 ou 32 semanas, “mas do tamanho e da idade gestacional que ele nasceu, foi um dos menores atendidos no HU. Durante os quase cinco meses de internação, investimos grande quantidade de recursos e os pais estão saindo felizes da vida, com ele no colo”.

Atualmente, as chances de sobrevivência de um prematuro extremo, nascido antes de completar 28 semanas de gestação, são cada vez melhores, em virtude da tecnologia, conforme relata o Elvio. Dentre os desafios enfrentados, esteve a questão do peso do bebê, por exemplo, “ao coletar dois ou três mililitros de sangue de um bebê de 400 gramas, já se chega a 10% do volume sanguíneo, que é o máximo permitido para retirada de uma única vez. Caso contrário, precisaria repor imediatamente o sangue extraído”. Ele ainda ressaltou a importância da continuidade do tratamento da criança e de todo o suporte que o HU-Furg oferece, através do Ambulatório de Egressos, reconhecido como um serviço de referência em neonatologia. 

Elvio destacou ainda que o pequeno paciente é muito querido por toda a equipe, pelas características do bebê e, sobretudo da mãe, que esteve sempre presente “ela é uma lutadora, a recuperação do bebê também se deve à presença constante da mãe”. Na ocasião, a mãe, com o filho nos braços, enalteceu o tratamento recebido no HU-Furg, bem como agradeceu a dedicação da equipe da Unidade. “Hoje, estou nervosa para levar ele para casa, mas estou muito feliz e emocionada, pois esperei tanto por este dia. Sonhei tanto com este momento, de ter meu filho aqui, nos meus braços. Eu estive com ele todos os dias, não saí do seu lado, fiquei sempre junta dele, apoiando, lutando e acreditando. Sempre tive fé que sairia daqui com ele”, concluiu emocionada a mãe. 

 

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
O Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde julho de 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

 

Assessoria de Comunicação do HU-Furg/Ebserh