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Ações conscientizam população sobre a Hanseníase

PREVENÇÃO

Ações conscientizam população sobre a Hanseníase

Equipes da Residência Multiprofissional atuaram na Unidade Dom Bosco e no PAM Marechal

A Hanseníase tem cura, mas exige tratamento precoce para evitar sequelas graves. Por isso, equipes da Residência Multiprofissional do Hospital Universitário da UFJF (HU-UFJF/EBSERH) atuaram promovendo a conscientização da população e o esclarecimento de dúvidas sobre a doença. Os profissionais estiveram nos ambulatórios da Unidade Dom Bosco, que é polo de referência no tratamento da Hanseníase, e no Posto de Atendimento Médico (PAM) Marechal, no centro de Juiz de Fora. 

“É preciso conscientizar as pessoas para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. A maioria dos pacientes identifica a doença apenas quando ela está em estado avançado”, destaca a coordenadora das atividades, a fisioterapeuta do HU-UFJF/EBSERH Liliany Loures.

Para a dermatologista responsável pelo ambulatório de Hanseníase, Annair Freitas do Valle, o diagnóstico e o tratamento nas fases iniciais evitam a transmissão da doença às pessoas que convivem com o paciente. “A Hanseníase pode levar a incapacidades permanentes. Por isso, quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, melhor”, destaca.

Entre as pessoas que foram orientadas está a paciente do HU-UFJF/EBSERH Eliane Magaton. “Já tinha ouvido falar da Hanseníase, que foi a Lepra há tempos atrás, mas não tinha noção de como era o contágio e as formas de tratamento”, conta.

Sobre a Hanseníase

Considerada uma das doenças mais antigas da humanidade, a Hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que tem afinidade pelos nervos periféricos e pela pele. Segundo a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial da doença, atrás apenas da Índia.

Os sintomas incluem manchas avermelhadas ou acastanhadas com dormência (perda de sensibilidade) em qualquer parte do corpo, além de perda de força muscular. A enfermidade é transmitida pelo contato prolongado e frequente com a pessoa infectada.

O tratamento ambulatorial pode durar de seis a 12 meses, e é oferecido gratuitamente pelo HU-UFJF/EBSERH. O atendimento é realizado no 1° andar da Unidade Dom Bosco, todas as quartas-feiras, de 8h às 10h.

Bolsista: Franciane Freitas

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