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Obras promovem melhorias para transplante de medula

SEGURANÇA E CONFORTO

Obras promovem melhorias para transplante de medula

Investimentos para instalação de novo sistema de climatização e filtragem de ar chegam a R$120 mil

Melhorias realizadas no setor de Transplante de Medula Óssea (TMO) do HU-UFJF/Ebserh irão possibilitar a expansão do número de pacientes atendidos na unidade. Os investimentos, que incluem obras de infraestrutura e instalação de novo equipamento de climatização e filtragem de ar, chegam a R$120 mil. A reestruturação tem término previsto para 15 de março e busca dar mais segurança e conforto aos usuários do serviço.

“O sistema de filtragem de ar reduzirá o risco de infecções respiratórias nos pacientes submetidos a transplantes, uma vez que eles têm risco aumentado para essas infecções em relação a outros pacientes. Isso devido ao uso de medicamentos imunossupressores para adequar o sistema imunológico e evitar a rejeição do órgão transplantado”, enfatiza o médico e responsável técnico pela área de Hematologia Clínica, Abrahão Elias Hallack Neto.

Referente às obras de infraestrutura, o analista administrativo Igor de Brito Andrade revela que as intervenções são fundamentais para a ampliação dos atendimentos e do cuidado aos pacientes internados. “Os atendimentos serão ampliados, pois teremos cinco leitos em pleno funcionamento. Em 2018 passamos a maior parte do ano com três leitos aptos e realizamos 33 transplantes; com a conclusão das melhorias, esse número certamente será maior. Desta forma, as obras serão de extrema importância para a condição de recuperação dos pacientes e valorização do trabalho que vem sendo realizado no setor de Transplante de Medula Óssea”, destaca.

Tecnologia avançada
O modelo do projeto de filtragem de ar foi inspirado na enfermaria de transplante de medula óssea do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e, de acordo com o médico responsável, o HU-UFJF/Ebserh será o único hospital da região com a tecnologia de filtragem de ar. O sistema torna o ambiente mais propício para transplantados, pois controla a temperatura e a umidade, sendo essencial principalmente para pacientes alogênicos não aparentados (que recebem medula óssea proveniente de outro indivíduo, sem relações de parentesco), uma vez que, nesses casos, o tempo de recuperação é superior – e, por isso, mais sensível.

Também foram investidos R$150 mil em uma nova máquina de aférese (separadora de sangue), que garante a manutenção do programa de transplante de medula óssea.

Recuperação
No transplante autólogo, no qual as próprias células-tronco do paciente são utilizadas no procedimento, o período de permanência na Unidade é de 15 a 20 dias; no sistema alogênico parentado, no qual o enfermo recebe células-tronco de um doador membro do grupo familiar, a retenção é de 30 dias e, para pacientes alogênicos não aparentados, a permanência é de 50 a 55 dias, resultando em um maior risco de infecções e exposição a fungos.

Bolsista: Nayara Martins