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Simpósio aborda importância do aleitamento materno

AGOSTO DOURADO

Simpósio aborda importância do aleitamento materno

Evento promove discussão sobre a saúde da mãe e do bebê

Objetivando a promoção de atividades acadêmicas e em função da celebração do Agosto Dourado, a Unidade de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF/EBSERH) promoveu o I Simpósio de Aleitamento Materno. O evento contou com a participação de diversos profissionais da área de saúde neonatal que palestraram sobre temas como a importância da amamentação, da primeira hora pós-parto e da doação de leite materno.

A enfermeira Paula Bruno de Martin, que atua na Pediatria, considera sublime o ato de amamentar: “O aleitamento nada mais é do que um elo entre a mãe e a criança, a melhor forma que ela tem de absorver nutrientes. Devemos estimular os profissionais a incentivar as mães para que, cada vez mais, elas amamentem, se possível exclusivamente”, comenta. O evento serve como uma atualização de conhecimentos da área para os presentes, como explica o chefe da unidade, Lúcio Henrique de Oliveira: “A cada ano nós procuramos trazer números atualizados e informações mais recentes sobre o assunto. De certa maneira, é sempre bom conversarmos sobre esse tema que é bastante consolidado do ponto de vista de indicadores científicos. É um momento de formação continuada, de educação permanente”.

 

Importância

A médica pediatra neonatologista e presidente da regional Zona da Mata da Sociedade Mineira de Pediatria, Mirna Nagib, tratou sobre o perfil epidemiológico do aleitamento materno no Brasil. Na sua fala, a médica apresentou dados referentes a pesquisas sobre o perfil da amamentação no país: “Existem grandes distâncias percentuais na população brasileira (de acordo com o nível socioeconômico) no que se refere ao aleitamento materno, a amamentação exclusiva e na primeira hora. Há uma estagnação nesses números e não há um crescimento significativo do ponto de vista nacional. É sempre bom conhecer as lacunas para melhorar as nossas iniciativas”, ressalta.

A pediatra também expôs resultados significativos de pesquisas da área, que indicam que o aleitamento materno diminui a mortalidade infantil e os episódios de doenças como diarreia, por exemplo.

 

Dificuldades e empoderamento

Outro tema abordado foram as dificuldades e os problemas frequentes durante a amamentação. Sobre isso, a médica pediatra neonatologista do HU-UFJF Patrícia Brandão trouxe orientações sobre causas de dor ao amamentar, tratamentos, motivos para a baixa produção de leite e como preparar as mamas para maior produção do alimento. Em meio às dificuldades físicas e emocionais, a pediatra afirma que a mãe deve se empoderar: “A mãe deve acreditar que é capaz. O empoderar é mostrar que pode e compreende a importância desse ato”, afirma.

 

Hora de ouro

A primeira hora pós-parto é conhecida como “hora de ouro”. Se a mãe e o bebê estiverem em boas condições, e se esse for o desejo da mãe, o primeiro contato entre eles e a primeira mamada da criança devem ser realizados nesse momento. A enfermeira obstetra Ana Beatriz Quirino apresentou o que se deve fazer e evitar nessa primeira hora de vida do bebê: “Na primeira hora, é muito importante conseguirmos três práticas: proporcionar contato pele a pele e o aleitamento materno e evitar o clampeamento precoce do cordão umbilical. Se o bebê nasceu e está bem, ele deve ir diretamente para o colo materno, deixando-o receber o restante do oxigênio do cordão umbilical, para que seja uma transição menos traumática. Sobre o aleitamento na primeira hora, mesmo que o bebê não tenha o desejo de se alimentar, só de cheirar e lamber a mama ele troca bactérias do bem com a mãe, melhorando sua colonização, evitando doenças e, certamente, quando isso acontece, hormônios são secretados para que a mãe consiga amamentar com sucesso”, conclui.

 

Doação de leite

A importância da doação de leite materno foi tema da palestra da farmacêutica do Banco de Leite Humano de Juiz de Fora (BLH/JF) Rosane Alves. A profissional orientou sobre a lactação e o armazenamento do leite, a importância desse ato para mães e bebês. “As mães doam o excedente da alimentação do filho. Se a doadora estiver em boa condição de saúde, esse leite vai para o banco de leite, é processado, pasteurizado e encaminhado aos hospitais, onde vai ser administrado prioritariamente para os recém-nascidos e prematuros. A gente percebe um bom desenvolvimento desses bebês, e as mães que nos procuram ficam satisfeitas”, conta.

As mulheres interessadas em doar devem entrar em contato com o banco de leite da cidade pelo telefone (32) 3690-7436. O BLH/JF está localizado na rua São Sebastião, 722, no Centro, e funciona de segunda à sexta, das 7h às 11h e das 13h às 16h.

 

Agosto Dourado

A campanha do Agosto Dourado, organizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) visa incentivar a amamentação e informar sobre a importância do leite materno para os bebês. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. “O aleitamento materno é um fator de proteção considerável, já muito estudado e com evidências científicas bem consolidadas. Devemos chamar a atenção da sociedade para a importância do aleitamento materno”, endossa o chefe da Unidade de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, Lúcio Henrique de Oliveira.

Bolsista: Leandro Carneiro.