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Curso aborda Sistematização da Assistência de Enfermagem

CAPACITAÇÃO

Curso aborda Sistematização da Assistência de Enfermagem

Objetivo é fazer com que profissionais desenvolvam melhor raciocínio clínico, qualificando ainda mais a assistência

Nesta segunda-feira, 04, o Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), vinculada a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), por meio da Divisão de Enfermagem (DIVENF), iniciou as atividades do curso “Sistematização da Assistência de Enfermagem” (SAE). Voltado para os profissionais de enfermagem do hospital, com programação de 4 a 8 de novembro, o curso é ministrado pela consultora em SAE, Vera Lúcia Regina Maria.

A iniciativa busca garantir uma assistência com qualidade e segurança, ao esclarecer as etapas que compreendem a sistematização e, principalmente, contribuir para o desenvolvimento do raciocínio clínico na elaboração do diagnóstico de enfermagem. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma metodologia científica utilizada pelo enfermeiro para sustentar a gestão do cuidado de enfermagem. É composta por várias fases para fortalecer o julgamento e tomada de decisão clinica assistencial do enfermeiro quanto à priorização, delegação, gestão do tempo e contextualização do ambiente cultural do cuidado prestado.

A enfermeira da Educação Permanente, eixo ligado a DIVENF, Tamires Cavalcante, explicou como será o cronograma do curso. “O curso tem tanto a parte expositiva, como a de hoje, falando sobre as teorias de enfermagem, bases éticas legais, como a prática em atividades grupais. Nos próximos momentos, faremos alguns estudos de caso, formar grupos, observar NANDA-NIC-NOC que são as taxonomias da enfermagem que utilizamos para a aplicar o processo de enfermagem. A intenção é fazer com que nossos enfermeiros consigam desenvolver melhor um raciocínio clínico, qualificando ainda mais a assistência”.

Vera Lúcia Regina Maria, consultora em SAE, destacou a importância do tema para as equipes de saúde. “O profissional de enfermagem precisa estar atento e conhecer as premissas que regem esse sistema: legais e éticas, políticas e filosóficas. Este curso possibilita ter esse contato, falamos sobre a gestão da Assistência de Enfermagem Sistematizada (SAE), com foco nas teorias administrativas e clínicas, sistemas de classificação e implementação do processo de enfermagem, com foco na gestão do cuidado voltado ao usuário”.

A consultora complementou reforçando a necessidade do enfermeiro se valorizar enquanto profissional, de modo que o processo de enfermagem se torne visível ao usuário. “Outro dia olhei nas redes sociais um quadro da esposa de um artista que sofreu aborto. Ela passou por uma situação gravíssima, teve que ser internada às pressas, foi para a UTI, saiu, e depois fez um depoimento. Lá ela agradecia ao profissionalismo dos médicos que a atenderam, e aos enfermeiros por terem lhe dado banho. Isso há duas semanas atrás, então qual será a identidade da enfermagem nessa instituição? Não é que isso seja uma atividade depreciativa, mas por que ela só viu isso? Reflitam”.

Para Brígida Pereira, enfermeira especialista em Centro Cirúrgico, essas qualificações ajudam a instituição a manter um padrão de qualidade. “Todo treinamento é bem-vindo, porque estamos sempre em busca de certificações que reconheçam o esforço das equipes que trabalham dia a dia para a melhoria da assistência. E o que se percebe é que o hospital trabalha como um todo nesses casos, demonstrando o interesse em aprender e ajudar no crescimento da instituição”.

Saiba mais:

Vera Lúcia Regina Maria é mestre e doutora em Enfermagem com experiência na implementação da assistência sistematizada (SAE) com base no Processo de Enfermagem no Instituto Dante Pazzanese (1980-2004), instituição pública do Estado de São Paulo, com inclusão dos Diagnósticos de Enfermagem desde 1990. Consultora em SAE com enfoque clínico desde 1999, com trabalhos desenvolvidos em várias instituições públicas e particulares (Recentes: Hospital Samaritano, 9 de julho, Hospital Bandeirantes, Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP), Instituto do Câncer-INCA (RJ) e Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão). 

 

Por Beatriz Abrantes

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