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Ação de prevenção de doenças renais marca Dia Mundial do Rim

QUALIDADE DE VIDA

Ação de prevenção de doenças renais marca Dia Mundial do Rim

Mais de 250 pessoas foram atendidas com prestação de serviços preventivos e educativos sobre a doença

Nessa quinta-feira, 14, o Hospital Universitário da UFMA, vinculado à Rede EBSERH, realizou durante todo o dia uma programação para esclarecer a população sobre sintomas, prevenções e fatores de risco das doenças renais. A ação ocorre em alusão ao Dia Mundial do Rim e é desenvolvida em todo o Brasil com a chancela da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).  O evento, aberto a comunidade, atendeu 256 pessoas com a prestação de serviços como aferição de pressão, glicemia capilar, orientação multidisciplinar, avaliação do IMC e antropometria.

A ação foi conduzida por profissionais e residentes da Unidade de Nefrologia e do Centro de Prevenção de Doenças Renais do HU-UFMA, em parceria com os acadêmicos das Ligas de Hipertensão Arterial (LHA) e de Afecções Renais (LARe) da UFMA. E acontecerá também neste sábado, 16, na comunidade quilombola Itamatatuiua, localizada no município de Alcântara. 

Segundo dados da International Society of Nephrology (ISN), a Doença Renal Crônica (DRC) é considerada um problema mundial de saúde pública com desfechos adversos de insuficiência renal e morte prematura. Estima-se que 850 milhões de pessoas no mundo têm doença renal. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade. É silenciosa e afeta consideravelmente a qualidade de vida. A melhor maneira de combater esse mal é a prevenção, fator que torna a conscientização e o esclarecimento a maior arma de enfrentamento ao problema. 

O nefrologista Dyego Britto, chefe da Unidade do Rim do HU-UFMA, explica como funciona o serviço no hospital. “Ao longo de quase 20 anos, já realizamos cerca de 600 transplantes. O HU-UFMA é o único hospital que realiza transplante renal no Maranhão. Desde o ano 2000. O transplante depende da doação, ela é voluntária. Existe o doador vivo e a doação por meio de autorização familiar do ente que sofreu morte encefálica. No Maranhão, a doação ainda é maior por doador vivo, porém já se percebe uma discreta alteração.

Britto esclarece quem está apto a receber transplante. “Aquele que já tem insuficiência renal em um estágio mais avançado, já faz diálise ou já tem um comprometimento grave de função renal. Devemos ter em torno de 1.500 a 2 mil pessoas fazendo diálise, atualmente, no Estado Esses pacientes são potencialmente candidatos a receber um transplante. A prevalência da doença renal crônica tem aumentado, então há uma necessidade urgente de que medidas de prevenção sejam adotadas. Recomendamos que, pelo menos uma vez por ano, todos façam uma avaliação do funcionamento do rim”.

A técnica em Enfermagem, Márcia Cristina dos Santos Marques, 40, mãe de dois adolescentes, descobriu em 2010 que os seus rins não estavam funcionando regularmente, mas só em 2014 conseguiu fazer o transplante. O novo órgão, no entanto, não significou o fim dos seus problemas.

Na semana em que completou dois anos de transplantada, os sintomas da rejeição começaram a aparecer. Ela acabou perdendo o rim e retornou a hemodiálise em dezembro de 2016. A vida de um paciente renal passa por algumas mudanças, após o diagnóstico da doença. “A rotina mudou. Faço hemodiálise três vezes por semana, durante 4 horas. A alimentação também muda, devido ao mal-estar, as náuseas. Quando você faz hemodiálise tem que aprender a beber pouca água. Depois do transplante, tem que reaprender a beber bastante água. A nossa cidade é muito quente, a gente sente muito isso”.

Márcia Cristina diz acreditar que dias melhores virão. E não deixou de ser uma pessoa alegre, sair com os amigos, filhos, e dançar forró. “Esse tratamento salva muitas vidas. Tem pacientes que sofrem mais, passam mal, tem maior rejeição. Mas, se a gente se alimentar bem, se cuidar mesmo, flui. Até porque o tratamento não é só aqui na máquina. Vivo minha rotina quase normal, saio, passeio com meus filhos, danço meu forró, e insisto em ser feliz”.

 

Dicas válidas

Tenha hábitos alimentares saudáveis;

Não fume;

Beba água;

Controle seu peso;

Controle a pressão arterial;

Não tome medicamentos sem orientação médica;

Se for diabético ou tiver histórico de diabetes na família, controle glicemia (açúcar no sangue) regularmente;

Pratique atividade física regularmente.

Confira AQUI a reportagem da TV MIrante sobre a ação.

 

Por Beatriz Abrantes

 

Imagens:

Ascom HU-UFMA