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Setembro Amarelo no HU conscientiza sobre suicídio

PREVENÇÃO

Setembro Amarelo no HU conscientiza sobre suicídio

A iniciativa foi pensada para trazer, de forma dinâmica, abordagens que ajudem a evitar a consumação do suicídio.

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou nesta sexta-feira, 20, o Simpósio sobre Setembro Amarelo, mês relacionado à prevenção ao suicídio. O evento teve como alvo os trabalhadores do hospital, além de estudantes, residentes e público externo.

De acordo com o chefe da Unidade de Atenção Psicossocial do HU-UFS, Alisson Moreira, a iniciativa foi pensada para trazer, de forma dinâmica, abordagens que ajudem a evitar a consumação do suicídio.

“O Hospital Universitário, como instituição de ensino, tem a responsabilidade de trabalhar a temática suicídio, sua prevenção, para que não se chegue a esse fato tão complexo. Nossos profissionais estão trazendo algumas terapias integrativas e questionamentos sobre essa temática, abordando ideações suicidas, como agir diante dessas ideações, como se comportam as pessoas propensas a praticar suicídio, além de uma peça teatral que trabalha a promoção da saúde mental”, resumiu Alisson.

Depressão

A abertura do evento foi realizada pela superintendente do HU-UFS, Angela Silva. “É um evento importante pela dimensão que esse tema representa na sociedade. A depressão é a doença de maior prevalência no mundo. No entanto, as pessoas muitas vezes ficam preocupadas apenas com as doenças que aparecem. A depressão não tem diagnóstico laboratorial. As pessoas precisam assumir que têm fraquezas e que todos nós precisamos de ajuda”, afirmou Angela.

A primeira palestra do dia foi do psiquiatra Antônio Aragão, que falou sobre Suicídio, que Mal é Esse?. “O objetivo é trazer informações sobre o suicídio, como identificar a pessoa com risco de suicídio, como é feito o tratamento e como cuidar dessa pessoa. Como uma pessoa que não é da área de psiquiatria pode ajudar, como deve abordar um familiar, um colega de trabalho, um amigo que está com risco de suicídio, o que fazer, a ideia é trazer essas informações para que a gente diminua o risco, diminua as taxas de suicídio”, pontuou.

Para ele, o primeiro passo é perceber que a pessoa traz mudanças de comportamento, que demonstra um risco de suicídio. “É prestar atenção até à fala, ao discurso com ameaça de suicídio. O primeiro passo é já identificar isso e, a partir daí, buscar ajuda, mostrar às pessoas próximas que elas podem ajudar no tratamento”, disse o psiquiatra.

Já a psicóloga Vanessa Furtado trouxe a experiência do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), falando sobre o Projeto Salva Vidas: acolhendo pacientes por tentativa de suicídio. O tema Contribuições da Psicologia e das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) na prevenção de suicídio ficou sob responsabilidade do psicólogo Jakson Gama, do HU-UFS.

De acordo com texto divulgado pelo Ministério da Saúde, “as Práticas Integrativas e Complementares são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. Em alguns casos, também podem ser usadas como tratamentos paliativos em algumas doenças crônicas”.

O evento teve a participação do Movimento Popular de Saúde de Sergipe, trazendo práticas como meditação, fitoterapia e auriculoterapia, e prosseguiu com a apresentação do filme Verônica Decide Morrer, em um cine debate.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por Andreza Azevedo

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