Notícias Notícias

Voltar

25 de setembro: Dia Internacional do Farmacêutico

SAÚDE

25 de setembro: Dia Internacional do Farmacêutico

Conheça um pouco sobre o trabalho dos farmacêuticos do HU-UFS.

Os farmacêuticos são os especialistas em medicamentos. Neste 25 de setembro, instituições de todo o mundo somam-se a esta homenagem. O farmacêutico desempenha um papel crucial em todos os níveis assistenciais. Com a sua vocação, sobretudo, educa para o uso responsável dos fármacos. No Dia Internacional do Farmacêutico, os profissionais do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), vinculado à Rede Ebserh, contam os detalhes das suas atuações em prol dos objetivos do hospital-escola.

 

“No Ambulatório do HU-UFS, temos três farmacêuticas: Grace, Celina e eu. Celina atua no ambulatório de oncologia. O trabalho que eu e Grace desempenhamos tem a ver com algumas atribuições que ajudam, principalmente, o aumento da adesão dos pacientes à farmacoterapia. Liberamos medicamentos antirretrovirais para tratamento de pacientes com vírus HIV. Liberamos também a Prep [profilaxia pré-exposição ao HIV] e o Pen Ve Oral [medicamento para prevenir infecções em crianças de zero a cinco anos diagnosticadas com anemia falciforme]. Além disso, realizamos, todas as quartas-feiras, acompanhamentos de pacientes com hepatite C: avaliamos e orientamos todos os pacientes que iniciarão ou que já estão em tratamento. Por fim, realizamos acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes encaminhados por vários especialistas, como pneumologistas e cardiologistas; e pacientes em uso de polifarmácia [vários medicamentos], com os quais trabalhamos para melhorar a adesão e responder melhor ao tratamento. Isso impacta diretamente na qualidade de vida dessas pacientes”.

Michelle Menezes, farmacêutica da Unidade de Abastecimento e Dispensação Farmacêutica. Foto: Ascom/HU-UFS.

 

“A gente atende pacientes de consultório do ambulatório todo. Fazemos a parte da anamnese farmacoterapêutica e cuidamos do paciente em tudo relacionado aos medicamentos: ver se estão tomando os remédios corretamente, se a dose está correta, se há adesão, se há interação medicamentosa, se o paciente usa o mesmo medicamento duas vezes. Também vemos se os exames estão bem no que concerne ao uso dos medicamentos. Além disso, a gente dispensa os medicamentos de HIV e anemia falciforme. A farmácia clínica no HU-UFS é tudo isso que a gente faz com o paciente ambulatorial”.

Grace Doria, farmacêutica da Unidade de Farmácia Clínica. Foto: Ascom/HU-UFS.

 

“Como o ambiente hospitalar é complexo, com o seu sistema de medicação que envolve prescrição, solicitação no sistema e a própria administração, é um processo que por si só traz possibilidade de erro. O farmacêutico que atua no sistema de distribuição é o profissional que recebe as prescrições, realiza a avaliação e a análise delas. Muitos erros de medicação já são identificados nessa etapa de triagem pelo farmacêutico. Ele coordena todo o processo de separação e conferência da preparação das doses que sobem [às enfermarias] para administração nos pacientes. Então, ele funciona como uma barreira à ocorrência de erros de medicação. Além disso, o profissional farmacêutico aqui no HU-UFS, por exemplo, está disponível 24 horas para tirar dúvidas. A gente responde muita dúvida sobre medicamento, diluição, administração, dose correta, interação medicamentosa e incompatibilidade, tanto dúvidas técnicas como aquelas em relação ao acesso: onde conseguir tal produto, qual é o protocolo para conseguir um antifúngico no Ministério da Saúde. Portanto, funcionamos tanto para coordenar o sistema de distribuição e identificar erros como para servir de suporte à equipe de saúde do HU-UFS: médicos, residentes, enfermeiros e outros profissionais”.

Adriano Santos, farmacêutico chefe da Unidade de Abastecimento e Dispensação Farmacêutica. Foto: Ascom/HU-UFS.

 

“A farmácia clínica é uma área mais focada no cuidado em saúde ao paciente. A gente sai um pouco do foco da gestão do medicamento, da sua disponibilização, e também das análises clínicas, para focar o serviço no cuidado direto ao paciente. Os nossos serviços são voltados para a otimização do tratamento, o que significa que a gente tenta buscar a melhor resposta terapêutica com a maior segurança e o menor custo. Na prática, a gente avalia a necessidade do tratamento, a sua efetividade, segurança e comodidade, para tentar facilitar a adesão à terapia. No HU-UFS, a gente atua tanto na enfermaria como no internamento e no ambulatório, com alguns serviços especializados. Nas enfermarias, por exemplo, a gente tem farmacêutico atuando na pediatria, na UTI [Unidade de Terapia Intensiva], na oncologia e na clínica médica de infectologia. A gente acompanha os pacientes desde o momento em que eles entram no HU-UFS, passando pelo internamento até a alta. No início, a gente faz uma conciliação medicamentosa, que busca diminuir os erros de prescrição nas transições de cuidado, quando o paciente vem de casa ou transferido de outro hospital. A gente busca avaliar quais são os tratamentos que precisam de continuidade dentro do ambiente hospitalar. Durante todo o internamento, a gente avalia a resposta do paciente aos tratamentos: se está tudo correndo de forma segura, se há reação adversa, interação medicamentosa, se aquela é a melhor opção terapêutica para aquele paciente naquele momento e naquela condição. A gente faz também as ações de educação em saúde, especialmente na alta, para tentar garantir a continuidade do tratamento no pós-alta. No ambulatório, a farmácia clínica atua atendendo pacientes de hepatites – na hepatologia – e com HIV, além de diabetes, hipertensão, pacientes da reumatologia e os serviços especializados, como a dispensação dos Preps [o HU-UFS tem o único serviço estadual na rede do Sistema Único de Saúde de dispensação do medicamentos para a Prep] e dos medicamentos para anemia falciforme. A farmácia clínica também participa da Comissão do Supertime de Gestão de Antimicrobianos, da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional e da Comissão de Pele. Hoje eu posso dizer que a farmácia clínica conquistou um espaço muito importante nos ambiente de cuidado em saúde, principalmente porque o foco atual é em segurança do paciente. Os farmacêuticos clínicos ajudam tanto a descobrir problemas relacionados a medicamentos como a buscar soluções mais adequadas a evitar erros de medicação e respostas negativas aos tratamentos. Num hospital como o nosso, que é universitário, formamos pessoas para cuidar: acho que isso resume bem o nosso papel no HU-UFS, que é o de buscar a melhor resposta terapêutica – e a mais segura – com menos danos possíveis ao paciente. É isso que a gente faz todos os dias”.

Simony Soares, farmacêutica da Unidade de Farmácia Clínica. Foto: Conselho Federal de Farmácia.

 

O HU-UFS parabeniza todos os farmacêuticos pelo seu dia.

Sobre a Rede Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por Luís Fernando Lourenço

Vídeo:

Dia Internacional do Farmacêutico