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Oficinas divulgam informações sobre cuidados paliativos

CUIDADOS

Oficinas divulgam informações sobre cuidados paliativos

O HU-UFS conta com uma Comissão Permanente de Cuidados Paliativos.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, "cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais".

No Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), existe a Comissão Permanente de Cuidados Paliativos, que está realizando neste mês oficinas temáticas em alusão ao Dia Mundial de Cuidados Paliativos, lembrado em 12 de outubro.

A enfermeira Samara Lopes, membro da comissão, relata que são três os temas trabalhados durante as oficinas: Hipodermóclise (teoria e prática); Discussão de Casos Clínicos (diagrama de avaliação multidomensional) e Comunicação de Más Notícias (Dramatização com Atores).

Oficinas

“A hipodermóclise seria a infusão de fluidos e medicamentos pela via subcutânea, é muito utilizada em geriatria, em cuidados paliativos, por ser uma modalidade em que existe mais uma opção para infusão de medicamentos. Como, muitas vezes, o paciente em cuidados paliativos tem um acesso venoso difícil e precisa de infusão contínua de medicamentos, a hipodermóclise é uma via alternativa, que promove mais conforto para ele”, detalha.

Outra oficina promovida pela Comissão Permanente de Cuidados Paliativos do HU-UFS está focada na metodologia denominada Diagrama de Avaliação Multidimensional (DAM), em que são avaliados os diversos aspectos do paciente, conforme explica a médica Vera Azevedo, membro da comissão.

“São os aspectos físicos, como dor, náusea, vômito, edema; aspectos familiares, se é casado, se tem filhos, pais, se tem animais domésticos; aspectos sociais, se ele é independente economicamente e os aspectos psicológicos de forma geral”, explica Vera.

Finalmente, a oficina Comunicação de Más Notícias aborda o protocolo denominado Spikes, que engloba seis etapas para a transmissão de más notícias aos pacientes e seus familiares. Esta oficina contou com atores voluntários, que fizeram uma dramatização para mostrar como ocorre essa comunicação.

“O nosso objetivo é capacitar o máximo possível de pessoas que tenham vínculo com o Hospital Universitário de Sergipe, dando a elas a oportunidade de participar das três oficinas, que duram apenas uma hora cada”, declarou a enfermeira Samara Lopes.

Voluntários

A comissão aproveitou o evento para solicitar que mais pessoas participem dos trabalhos da comissão, sejam elas servidoras do HU-UFS, estudantes de graduação ou residentes.

“Hoje temos uma equipe de cuidados paliativos que é multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, nutricionista, vários profissionais envolvidos com princípios para abordar pacientes com doenças crônicas que ameaçam a vida. Mas só temos nove pessoas na comissão. Quem estiver interessado em fazer parte desse trabalho, desde que tenha qualquer vínculo com o HU, pode entrar em contato com a enfermeira Samara Lopes pelo telefone 79 2105-1767”, convida a médica Vera Azevedo.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por Andreza Azevedo

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