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Fisioterapia e terapia ocupacional completam 50 anos de regulamentação

13 DE OUTUBRO

Fisioterapia e terapia ocupacional completam 50 anos de regulamentação

Profissionais do HU comentam a importância das suas atuações no Dia Nacional do Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional.

De acordo com os registros históricos, foi no dia 13 de outubro de 1969 que um decreto-lei regulamentou a atividade dos profissionais da fisioterapia e da terapia ocupacional no Brasil, 18 anos depois que a World Confederation for Physical Therapy [Confederação Mundial para a Fisioterapia, em inglês] foi fundada, em 1951, em Londres. Em homenagem a esse Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, os servidores do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), vinculado à Rede Ebserh, lembram a importância de conhecer as profissões e revalorizar o papel que essas áreas da saúde têm.

Nas palavras da fisioterapeuta Tássia Oliveira, todas as especialidades médicas precisam de um fisioterapeuta. “Nossa profissão, durante muito tempo, foi renegada. A importância da fisioterapia, hoje, é evidente em todas as áreas da saúde”, explica. Tássia lembra que 80% das cirurgias são otimizadas pela fisioterapia no pós-operatório. “No HU-UFS, tenho a oportunidade de trabalhar na oncologia com pacientes que, muitas vezes, estão em fase terminal. Fazer a diferença na vida deles me traz muita felicidade, é o que me faz chegar em casa com a consciência limpa e a sensação de dever cumprido”, acrescenta a profissional, que também faz parte do projeto Humaniza HU, uma ação que, através da musicoterapia e da espiritualidade, leva momentos de descontração e alegria para os pacientes.

A fisioterapeuta do HU-UFS, Tássia Oliveira. Foto: arquivo pessoal.

“É fascinante ver o crescimento da fisioterapia ao longo desses seus 50 anos de regulamentação profissional. É pouco tempo, de fato, mas com grandes conquistas, como aquilo que vivemos aqui no HU-UFS, com nosso trabalho baseado em evidências científicas, atrelando ciência à prática e pesquisa à humanização durante as nossas condutas”, argumenta a fisioterapeuta Fernanda Oliveira. A especialista explica que sente uma grande alegria ao ver os pacientes obtendo qualidade de vida, apesar das doenças ou das limitações que, por vezes, surgem para muitos deles. “Uma lembrança que me emociona e enche o meu coração de amor a essa profissão tão linda foi receber a visita de uma paciente que ficou internada aqui no HU-UFS durante alguns meses, em estado grave, entre a vida e a morte. Vê-la bem, com a família, andando e sem nenhuma limitação funcional, compensa qualquer dificuldade que ainda tenhamos de enfrentar em prol da nossa profissão. É o que vale a pena”, reconhece.

A fisioterapeuta do HU-UFS, Fernanda Oliveira. Foto: arquivo pessoal.

O terapeuta ocupacional André Noberto também comenta os 50 anos de regulamentação e a importância da sua profissão para o HU-UFS. “Um dos pontos mais importantes que a gente pode citar é a evolução e o alcance que a reabilitação conquistou em diversos setores da sociedade civil, como nos serviços e nos empregos”, pontua. André ressalta os exemplos mais emblemáticos da atuação do terapeuta ocupacional, dentre os quais se destacam a prolongação da capacidade produtiva de profissionais de todas as áreas e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência. “O serviço de terapia ocupacional do HU-UFS tem uma particularidade aqui em Sergipe: o nosso ambulatório de reabilitação de mão é único [na rede estadual do Sistema Único de Saúde] com confecção de órteses. Temos orgulho de dizer isso. As órteses são feitas sob medida para cada paciente”, relata o terapeuta, quem garante que o serviço já tem planos para ser ampliado.

O terapeuta ocupacional André Noberto. Foto: Ascom/HU-UFS.

No HU-UFS, além dos serviços específicos, estudantes, residentes e pacientes contam com a Unidade de Reabilitação, que tem o objetivo de fortalecer o desenvolvimento e o bem-estar biopsicossocial dos usuários. Como resultado desse trabalho, o hospital-escola tem ajudado pessoas na adaptação e na renovação do estímulo de seguir lutando e vencendo nas suas vidas.

Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede de Hospitais Universitários Federais atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por Luís Fernando Lourenço

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