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Ambulatório de doenças pulmonares acolhe pacientes e servidores do HU

COVID-19

Ambulatório de doenças pulmonares acolhe pacientes e servidores do HU

O serviço foi iniciado na modalidade de telemedicina e está se preparando para atendimentos presenciais.

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), vinculado à Rede Ebserh, anuncia a abertura de um ambulatório exclusivo para tratar complicações pulmonares por Covid-19, que pretende acolher e acompanhar pacientes - que passaram pelo HU-UFS com a doença e receberam alta - e trabalhadores - nos quais a Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (Sost) identificar algum acometimento nos pulmões.

De acordo com a pneumologista chefe da Unidade do Sistema Respiratório do HU-UFS, Luiza Doria, alguns pacientes e trabalhadores que tiveram Covid-19 podem ficar com sequelas e sintomas pós-doença. “Neste momento, não temos como afirmar que essas complicações posteriores são temporárias ou não. A impressão científica é a de que a maioria das alterações respiratórias causadas pela Covid-19 desaparece após algum tempo, embora a literatura ainda seja escassa. Por isso, queremos dar um apoio a essas pessoas, pacientes e colaboradores, que precisam se sentir seguros e acolhidos”, explica a gestora.

Parte dos pacientes internados no HU-UFS com Covid-19 tinham ou desenvolveram lesões pulmonares, como a fibrose, e necessitam acompanhamento da pneumologia durante algum tempo ou, nos casos mais graves, em caráter indefenido. A meta do novo serviço ambulatorial é fazer contato com todos que foram tratados na área Covid-19, a fim de que se estabeleça a necessidade de convocação dos afetados.

Já os trabalhadores encaminhados ao ambulatório pela Sost farão todos os exames necessários para verificação de possíveis restrições no funcionamento de um ou de ambos os pulmões. “Além disso, se algum colaborador apresentar outras queixas para além da questão pulmonar, será devidamente encaminhado a outros ambulatórios do HU-UFS, como são os casos das necessidades neurológicas, nutricionais e endocrinológicas, por exemplo”, garante Luiza. A possibilidade de atendimento multiprofissional também vale para os pacientes convocados.

O ambulatório de complicações pulmonares por Covid-19 iniciou as suas atividades há cerca de três semanas no sistema de telemedicina e, com o recuo da pandemia, pretende iniciar os atendimentos presenciais até setembro ou outubro. “De qualquer forma, estamos preparados para atender presencialmente qualquer paciente ou trabalhador que apresente alguma necessidade mais urgente”, ressalta a especialista

A pneumologista Alina Karime, que também atua na Sost como médica do trabalho, relata que percebeu a necessidade de encaminhar determinados trabalhadores recuperados da Covid-19 para o ambulatório após realizar alguns atendimentos e identificar as sequelas. “Segundo as regras da Sociedade Brasileira de Pneumologia, esses colaboradores têm de ser avaliados entre intervalos de um, três, seis e 12 meses. Com base na literatura sobre outros coronavírus, alguns acompanhamentos tendem a durar aproximadamente dois anos”, detalha a médica.

“Durante a assistência aos pacientes e trabalhadores nesse ambulatório, será possível submetê-los a tratamentos diversos, dependendo do caso concreto, com possibilidade de serem encaminhados para serviços como o de fisioterapia”, acrescenta Alina.

Atuação da Rede Ebserh e do HU-UFS

Além do apoio ao ensino, formação e capacitação das equipes assistenciais, a Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) implementou o Comitê de Operações Especiais (COE) para definir estratégias e ações em nível nacional para o enfrentamento da pandemia. Desde os primeiros anúncios sobre a Covid-19, a Rede Ebserh tem trabalhado em parceria direta com os ministérios da Saúde e da Educação, com participação nos COEs desses órgãos, e tendo como diretrizes o monitoramento da situação no país e em suas 40 unidades hospitalares. No HU-UFS, esse trabalho é gerenciado pelo Comitê de Enfrentamento Institucional à Covid-19.

A Ebserh em atuado na realização de treinamento de funcionários da Rede, promoção de webaulas, definição de fluxos e instituição de câmaras técnicas de discussões com especialistas. Promoveu processos seletivos emergenciais com a possibilidade de contratação de aproximadamente 6 mil profissionais temporários para o enfrentamento da pandemia

Também disponibilizou R$ 274 milhões para ações contra o coronavírus, recursos do Ministério da Educação (MEC) liberados pela Ebserh de acordo com a necessidade e urgência de cada unidade hospitalar. A verba está sendo utilizada em adequação da infraestrutura, aquisição e manutenção de equipamentos, compra de medicamentos e outros insumos, além de equipamentos de proteção individual.

Em algumas regiões, as unidades da Rede Ebserh têm atuado como hospitais de referência ao enfrentamento do Covid-19, enquanto que em outras, atuam como retaguarda em atendimentos assistenciais para a população - como é o caso do HU-UFS - por meio do Sistema Único de Saúde.

Imagens:

Por Luís Fernando Lourenço