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HU implanta Sala de Serviços Clínicos Farmacêuticos

FARMÁCIA

HU implanta Sala de Serviços Clínicos Farmacêuticos

Atualmente, duas farmacêuticas do HU-UFS estão disponíveis para esse atendimento.

Já está em funcionamento no Ambulatório do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), a Sala de Serviços Clínicos Farmacêuticos, um espaço onde pacientes têm acesso a uma Unidade Dispensadora de Medicamentos para o acesso da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), ou seja, o uso preventivo de medicamentos antirretrovirais que devem ser tomados antes da exposição sexual ao vírus HIV, reduzindo a probabilidade de infecção.

Pacientes com diagnóstico de anemia falciforme também são atendidos no local. Atualmente, duas farmacêuticas do HU-UFS estão disponíveis para esse atendimento. Uma delas, Michelle Menezes, explica como funciona o espaço.

“Não fazemos apenas a dispensação de medicamento, fazemos o acolhimento, a consulta farmacêutica. A Sala não é exclusiva para o PrEP, os pacientes que não aderem a outros tratamentos, em algumas especialidades, como a clínica médica e a cardiologia, são encaminhados ao serviço farmacêutico. Fazemos o acompanhamento para melhorar a adesão desses pacientes à medicação e, consequentemente, melhorar o seu problema de saúde”, pontua Michelle.

Acompanhamento

Ela esclarece que, na consulta farmacêutica, são verificados quais são os medicamentos que o paciente usa, se existem interações medicamentosas, e se o paciente tem, por exemplo, facilidade para lembrar os horários de uso. “A gente cria estratégias para fazer com que a adesão ao medicamento seja realmente correta e os problemas de saúde possam melhorar, porque sabemos que muitas vezes eles não melhoram por falta de adesão ao tratamento”, completa.

Outra profissional que atende na Sala de Serviços Clínicos Farmacêuticos é Grace Anne Dória. “Esse é o único serviço PrEP de Sergipe. O paciente é atendido no ambulatório do HU e já sai com o medicamento, não precisando ir para outra instituição para concluir o tratamento. Os pacientes que passaram pelo médico infectologista do HU, caso tenham diagnóstico de HIV confirmado, são encaminhados para o nosso serviço”, ressalta Grace Anne.

“Um dos principais objetivos da instalação da Sala de Serviços Clínicos Farmacêuticos é acolher os pacientes, tanto de HIV quanto pacientes elegíveis para o PrEP, além do atendimento para aqueles que já vinham utilizando o serviço de farmácia ambulatorial”, complementa Grace.

A diferença para a Farmácia Central, que funciona no prédio do hospital, é que esta atende a qualquer paciente que esteja internado, inclusive os de HIV. Na sala, o que ocorre é a dispensação de antirretrovirais gerais, que anteriormente só eram dispensados no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar).

A Sala de Serviços Clínicos Farmacêuticos atende especialmente a pacientes com anemia falciforme, pacientes que vão iniciar o PrEP e pacientes que já estão em uso de retrovirais, que são aqueles já diagnosticados com HIV. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por Andreza Azevedo

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