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Médica do HU afirma que alergias devem ser tratadas por especialistas

ALERGIA

Médica do HU afirma que alergias devem ser tratadas por especialistas

Na semana em que é lembrado o Dia Mundial da Alergia - 8 de julho, a médica explica que a doença pode se manifestar de diversas formas.

Coceira, vermelhidão na pele, coriza e outros sintomas como esses muitas vezes passam despercebidos na rotina. No entanto, podem ser características evidentes das famosas alergias. A médica Julianne Machado, alergista e imunologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), faz um alerta.

“Se esses sintomas forem recorrentes, a pessoa deve procurar um especialista, pois, a depender da gravidade, a alergia pode levar a consequências muito ruins para o organismo”, diz. Na semana em que é lembrado o Dia Mundial da Alergia - 8 de julho, a médica explica que a doença pode se manifestar por reações cutâneas, nas vias aéreas, gastrointestinais e até mesmo cardiovasculares.

“Placas vermelhas na pele, coceira, inchaço de áreas como olhos, boca e orelhas, coceira nos lábios e céu da boca, inchaço de língua ou de lábios, dores abdominais, diarreia, vômito, congestão nasal, tosse seca, chiado no peito são sintomas que devem chamar a atenção para a possibilidade de um quadro alérgico”, descreve Julianne.

Diagnóstico

A especialista explica que o diagnóstico específico pode ser feito de diversas formas. “Os exames são guiados de acordo com os sintomas do paciente. Para a parte respiratória, como uma suspeita de asma ou rinite alérgica, temos os testes cutâneos, que avaliam a sensibilidade do paciente a ácaros, poeira, fungos, cachorro, gato ou pólen, por exemplo. Também existem os testes de contato, mais direcionados a dermatites que podem ser associadas a itens como produtos de limpeza e cosméticos”, detalha a médica.

De acordo com ela, quando o teste alérgico tem resultado positivo, a orientação é excluir o contato com o material problemático. “Uma alergia que não seja tratada corretamente pode trazer consequências sérias, reações alérgicas graves, evoluindo até para um quadro de anafilaxia, que necessita de pronto atendimento. Lembrando que, quando prescrito, o paciente deve usar o medicamento de forma correta, nos horários corretos, na dose estabelecida, sempre com orientação de um especialista”, ressalta.

“Existe uma prevalência maior de alergia, tanto da parte respiratória quanto da parte cutânea, em crianças, porém alguns casos permanecem na fase adulta, ou mesmo podem surgir na fase adulta”, complementa Julianne.

Especialista

Ela diz que nessa época do ano, de uma forma geral, é preciso focar principalmente nas alergias respiratórias. “Em geral os pacientes apresentam desconforto respiratório, falta de ar, chiado no peito, crise de tosse seca. Eles devem ser avaliados por um especialista para confirmar, ou não, um diagnóstico de asma alérgica, ou uma rinite alérgica, que normalmente é um quadro mais caracterizado por coceira no nariz, coriza persistente, coceira nos olhos, garganta e ouvido. O paciente com esses sintomas deve levá-los a sério e procurar um especialista”, orienta.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por Andreza Azevedo