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HU terá programa para acometidos pela Covid-19

TREINAMENTO

HU terá programa para acometidos pela Covid-19

O trabalho é complementar a um projeto de intervenção nacional, que teve a participação de profissionais de educação física de diversos hospitais da Rede Ebserh.

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), está dando o primeiro passo na implantação do Programa de Treinamento Físico para indivíduos acometidos pela Covid-19. De acordo com o profissional de Educação Física do hospital, Ayslan Araujo, que é um dos idealizadores do programa, serão atendidas as pessoas que possuam vínculo com o HU-UFS e que já tiveram diagnóstico confirmado de Covid-19.

“Profissionais da Ebserh, UFS, terceirizados e residentes podem participar, desde que atendam aos critérios estabelecidos. Hoje, por se tratar de um projeto piloto, a capacidade de atendimento inicial é de dez pessoas, para que a gente consiga colocar o treinamento em prática, com a qualidade desejada e focado nos critérios estabelecidos”, resume Ayslan.

Ele afirma que o trabalho é complementar a um projeto de intervenção nacional, que teve a participação de profissionais de educação física de diversos hospitais da Rede Ebserh e disponibilizou semanalmente sessões de treinamento para os colaboradores. O Programa de Treinamento Físico para indivíduos acometidos pela Covid-19 é conduzido pelo próprio Ayslan, pelo professor do curso de Educação Física da UFS, Roberto Jerônimo Silva, e pela residente Izabella Cristina Santos.

“Além dos profissionais de Educação Física, a fisioterapia também tem papel importante no processo, já que pode ser necessária a avaliação da condição respiratória do indivíduo por um fisioterapeuta. Quero aproveitar para ressaltar a participação da chefe da Unidade de Reabilitação do HU-UFS, Géssica Uruga, que desde a concepção do projeto tem dado todo o apoio necessário à sua realização”, ressalta.

“O principal objetivo é melhorar o condicionamento cardiorrespiratório e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos pela Covid-19. Quando o indivíduo é inserido no treinamento, agenda-se uma bateria de testes físicos, teste de caminhada, de resistência muscular localizada, avaliação antropométrica, coleta de sangue para análise da composição sanguínea, tudo para dosar o treinamento observando-se a capacidade do indivíduo”, detalha Ayslan Araujo.

Critérios

Os futuros participantes do treinamento terão que passar por uma triagem para verificação dos critérios de inclusão no programa. O primeiro passo é preencher um formulário eletrônico (https://forms.gle/LPXzSTrs1sdboHgy8), respondendo a algumas perguntas que iniciam a classificação do interessado como apto, ou não, a seguir no projeto.

“Verificamos ainda se é necessária uma avaliação por um fisioterapeuta para avaliar a capacidade respiratória do indivíduo e, em seguida, voltar para a parte do treinamento, a fim de que tudo seja feito com o máximo de segurança”, pontua.

Ayslan informa ainda que o objetivo do treinamento é a implantação de um serviço de reabilitação por meio do treinamento físico monitorado pelo profissional de educação física e residentes de educação física. “Como principais benefícios apontam-se a melhoria do condicionamento físico, da capacidade respiratória, das dores musculares, fraqueza muscular, da fadiga, e da imunidade, todas condições prejudicadas em virtude da infecção causada pelo coronavírus”, afirma.

“Por se tratar de um hospital escola, será realizada uma pesquisa sobre como esse indivíduo chegou ao treinamento e como ele saiu do treinamento. A partir daí, serão estabelecidos protocolos que possam ser utilizados em outras unidades”, complementa. O telefone 79 2105-1898 está à disposição daqueles que queiram tirar dúvidas sobre uma possível participação no programa.

O resultado deste trabalho será apresentado à comunidade científica e aos gestores do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, subsidiando a escolha da melhor terapêutica com exercício físico à população após a infecção pela Covid-19, podendo ser replicado em outras unidades de reabilitação que prestam atendimento à sociedade.

Atuação da Rede Ebserh e do HU-UFS

Além do apoio ao ensino, formação e capacitação das equipes assistenciais, a Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) implementou o Comitê de Operações Especiais (COE) para definir estratégias e ações em nível nacional para o enfrentamento da pandemia. Desde os primeiros anúncios sobre a Covid-19, a Rede Ebserh tem trabalhado em parceria direta com os ministérios da Saúde e da Educação, com participação nos COEs desses órgãos, e tendo como diretrizes o monitoramento da situação no país e em suas 40 unidades hospitalares. No HU-UFS, esse trabalho é gerenciado pelo Comitê de Enfrentamento Institucional à Covid-19.

A Ebserh tem atuado na realização de treinamento de funcionários da Rede, promoção de webaulas, definição de fluxos e instituição de câmaras técnicas de discussões com especialistas. Promoveu processos seletivos emergenciais com a possibilidade de contratação de aproximadamente 6 mil profissionais temporários para o enfrentamento da pandemia.

Também disponibilizou R$ 274 milhões para ações contra o coronavírus, recursos do Ministério da Educação (MEC) liberados pela Ebserh de acordo com a necessidade e urgência de cada unidade hospitalar. A verba está sendo utilizada em adequação da infraestrutura, aquisição e manutenção de equipamentos, compra de medicamentos e outros insumos, além de equipamentos de proteção individual.

Em algumas regiões, as unidades da Rede Ebserh têm atuado como hospitais de referência ao enfrentamento do Covid-19, enquanto que em outras, atuam como retaguarda em atendimentos assistenciais para a população - como foi o caso do HU-UFS - por meio do Sistema Único de Saúde.

Por Andreza Azevedo