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Dia do Teste do Pezinho lembra importância do diagnóstico precoce

SRTN

Dia do Teste do Pezinho lembra importância do diagnóstico precoce

Agilidade na realização do Teste do Pezinho é imprescindível para o sucesso do Programa de Triagem Neonatal.

Nesta quinta-feira, 6, é o Dia Nacional de Conscientização da Triagem Neonatal - ou Dia Nacional do Teste do Pezinho. A data foi instituída a partir da criação, em 2001, do Programa de Triagem Neonatal, do Ministério da Saúde. Em Sergipe, é no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que funciona o Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN).

Responsável pela busca ativa de casos suspeitos da doença, confirmação diagnóstica, tratamento e acompanhamento multidisciplinar especializado dos pacientes, o SRTN possibilita o diagnóstico precoce do hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase, doenças falciformes e fibrose cística.

De acordo com a chefe do Setor de Apoio Diagnóstico do HU-UFS, Flávia Costa, que conduz o SRTN, a agilidade na realização do Teste do Pezinho é imprescindível para o sucesso do Programa de Triagem Neonatal. “É importante que as coletas de sangue feitas no momento do teste sejam enviadas para o HU em tempo hábil. Essa coleta deve ser feita do terceiro ao quinto dia de vida do bebê, a fim de garantir a eficácia do Programa de Triagem Neonatal, prevenindo assim diversos males”, orienta Flávia.

“Para se ter uma ideia, no caso de deficiência da biotinidase, as pessoas que não são tratadas podem apresentar alterações neurológicas, atraso no desenvolvimento e alterações cutâneas. Já a Hiperplasia Adrenal Congênita é um erro do metabolismo que causa insuficiência hormonal. São patologias sérias”, cita Flávia.

Equipe

No HU-UFS, muitos profissionais atuam para que o Serviço de Referência em Triagem Neonatal funcione. Existe uma parte envolvida no diagnóstico, com farmacêuticos e técnicos em laboratório, e outra ambulatorial, conforme cita uma das integrantes do Serviço, a enfermeira Fábia Santos.

“Para cada caso existe uma equipe de acompanhamento. São psicólogos, assistente social, enfermeiro, a depender da doença entra também o endocrinologista, o gastroenterologista, pneumologista, enfim, são especialistas empenhados em cuidar de cada patologia da melhor forma possível”, enumera.

As coletas de sangue que chegam ao HU para análise são provenientes das Unidades Básicas de Saúde e das maternidades. A depender do resultado, a família é convocada, acolhida e encaminhada para o tratamento.

“O serviço faz o processamento das amostras e o acompanhamento para cada doença em um só local, o HU, o que traz maior agilidade, podendo até evitar sequelas. Atualmente, o HU atende aos 75 municípios, realizando uma excelente cobertura, com mais de 85% dos testes realizados pela rede pública. Para isso, existe uma grande parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e fazemos capacitações anuais dos profissionais de saúde de todos os municípios”, complementa Fábia.

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde outubro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

Por Andreza Azevedo