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Serviço de teleorientação do HU faz cerca de 20 atendimentos diários

ATENDIMENTO REMOTO

Serviço de teleorientação do HU faz cerca de 20 atendimentos diários

Para ampliar o serviço de teleorientação, o hospital necessita da adesão de mais estudantes voluntários.

Há pouco mais de um mês, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), implantou um serviço de saúde que abrange orientação, esclarecimento e condução médica de forma remota. Trata-se da teleorientação, que está sendo utilizada para atender aos pacientes do próprio hospital.

De acordo com o gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFS, professor Roque Pacheco, a iniciativa propõe fornecer orientações e esclarecimentos de dúvidas da população assistida pelo HU-UFS, bem como, nos casos possíveis, dar a conduta médica de forma remota, reduzindo os deslocamentos para o hospital.

“Temos uma estrutura para tirar dúvidas relacionadas aos cuidados em saúde de usuários, a fim de classificar, agrupar e direcionar para a melhor forma de respondê-las. A proposta é possibilitar conduta médica com especialistas do ambulatório e suprir necessidades clínicas dos usuários a partir da classificação de suas queixas”, detalha Roque.

Triagem

Ele ressalta que estão sendo triados os casos que necessitem de avaliação presencial, nas situações em que a presença é permitida, e agendados os horários de forma a não gerar aglomerações no ambulatório. Durante os atendimentos, é permitida a participação de estudantes, que atuam sob supervisão na classificação e direcionamento das respostas, tudo isso com regulamentação e orientação de professores da UFS, a exemplo da professora Amélia de Jesus, do Departamento de Medicina.

“É uma angústia muito grande, amenizada agora com esse serviço. Os nossos pacientes dependem do SUS e, com esse atendimento, estão se sentindo mais confortáveis, acolhidos nesse momento”, declara a professora.

Para possibilitar o serviço, participam da ação médicos que atuam no HU-UFS, professores do Departamento de Medicina da UFS, estudantes de medicina voluntários, alunos do internato de medicina, residentes, farmacêuticos e profissionais da Divisão de Gestão do Cuidado e do Setor de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação (SGPTI) do HU, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju e com a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe.

Uma das estudantes voluntárias é Aline Mecenas, que relata os ganhos com a teleorientação. “O HU é a nossa segunda casa, um dos pilares fortes do SUS em Sergipe. Os nossos pacientes, que tanto nos ensinam, continuam precisando de nós em um momento como esse, seja para transmitir uma informação correta, para uma receita. Aqui, além de poder ajudar, a gente aprende com os nossos professores, especialistas que continuam trabalhando na discussão de cada caso”, pontua.

Outro que abraçou a causa foi o estudante de Medicina Rômulo Lameck. “É uma experiência muito gratificante para nós, estamos tomando todos os cuidados, higienizando as superfícies. Em um momento difícil, sabemos que estamos fazendo a diferença na vida dos pacientes, possibilitando um atendimento sem que eles precisem sair de casa”, ressalta.

Estrutura

A equipe utiliza salas do ambulatório do hospital, tendo à disposição aparelhos telefônicos e computadores com acesso ao Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU), que unifica práticas assistenciais e administrativas, auxiliando na Gestão Hospitalar.

O gerente de Ensino e Pesquisa do hospital destaca que as orientações com necessidade de prescrição de medicamentos, ou de consultas presenciais, seguem um fluxo específico. “As receitas médicas geradas são disponibilizadas para entrega aos usuários em uma recepção do ambulatório do HU-UFS, onde devem ser dispensadas por farmacêuticos, conforme agendamento feito pela central telefônica. As consultas presenciais necessárias, nos casos permitidos, são agendadas em horários específicos, para não gerar aglomerações no ambulatório”, pontua o professor Roque.

“A proposta é estender o serviço à população como um todo, inclusive servindo como um canal de orientação sobre o Covid-19”, enfatiza, lembrando que a iniciativa surgiu em virtude da pandemia provocada pelo Coronavírus e das medidas preventivas de contato social impostas para o controle da sua transmissão.

Porém, para ampliar o serviço de teleorientação, o hospital necessita da adesão de mais estudantes voluntários. Os discentes interessados em integrar a iniciativa devem entrar em contato com o próprio gerente de Ensino e Pesquisa, Roque Pacheco. “Mesmo com a quantidade de voluntários que temos hoje, estamos fazendo cerca de 20 atendimentos por dia”, destaca Roque.

Atuação da Rede Ebserh

Desde os primeiros anúncios sobre o Covid-19, a Rede Ebserh tem trabalhando em parceria direta com os ministérios da Saúde e da Educação, com participação nos Centros de Operações de Emergência (COE) desses órgãos, e tendo como diretrizes o monitoramento da situação no país e em suas 40 unidades hospitalares. Também tem atuado na realização de treinamento de funcionários da Rede, promoção de webaulas, definição de fluxos e instituição de câmaras técnicas de discussões com especialistas.

Em algumas regiões, as unidades da Rede Ebserh têm atuado como hospitais de referência ao enfrentamento do Covid-19, enquanto que em outras, atuam como retaguarda em atendimentos assistenciais para a população, por meio do Sistema Único de Saúde.

Por Andreza Azevedo

Confira alguns depoimentos sobre a teleorientação no HU-UFS

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