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Unidade do HU faz história com tratamento inédito para tumor hepático

Diagnóstico por Imagem

Unidade do HU faz história com tratamento inédito para tumor hepático

O tratamento, aplicado em um paciente internado no HU, foi realizado na Unidade de Diagnóstico por Imagem

Pela primeira vez em sua história, o Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) realizou um tratamento chamado de “alcoolização percutânea de carcinoma hepático”. Tal procedimento consiste basicamente na injeção de álcool absoluto (100%) no interior do tumor, sendo um método com eficácia, seguro, pouco invasivo e com menor custo, quando comparado, por exemplo, à ablação por radiofrequência. Ressalta-se que há eficácia semelhante entre os dois métodos, sobretudo em nódulos menores que 2 centímetros.

O tratamento, aplicado em um paciente internado no HU, foi realizado na Unidade de Diagnóstico por Imagem no último dia 4. A chefe da Unidade de Diagnóstico por Imagem do HU, Isabel Lohn da Silveira, disse que a realização desse tratamento pioneiro demonstra mais uma vez o compromisso do hospital em oferecer a melhor atenção aos usuários do Sistema Único de Saúde.

São necessárias três sessões, mas já a partir da primeira sessão é possível confirmar a eficácia do tratamento, uma vez que a cada injeção de álcool no tumor, o posicionamento da agulha e o efeito da injeção são checados na tomografia. “Por isso, dizemos que tem 100% de eficácia. A verificação é feita no ato, garantindo que a aplicação tenha sido feita no local exato”, resumiu Isabel Lohn, que fez parte da equipe para concretizar a execução do novo procedimento.

Segundo ela, foi utilizado o aparelho de tomografia computadorizada junto com o aparelho de ultrassom, além do carrinho de anestesia, e uma equipe composta por médico radiologista intervencionista, médico anestesiologista, enfermagem e técnico em radiologia. “Tivemos também todo apoio administrativo e operacional para garantir nos bastidores a realização e sucesso do procedimento”, explicou.

O médico radiologista intervencionista Diego Lima Nava Martins, responsável pela realização do procedimento, disse que a alcoolização é um procedimento realizado pela radiologia intervencionista, especialidade que usa técnicas minimamente invasivas (sem cortes ou grandes incisões) para procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Com relação à alcoolização, a injeção do álcool absoluto no interior do tumor leva à desnaturação de proteínas, com posterior necrose (morte) celular. O objetivo final é curativo, ou seja, busca-se atingir necrose total do nódulo tumoral.

A lesão é identificada durante o procedimento utilizando-se a ultrassonografia, a tomografia computadorizada, ou ambos combinados. Posteriormente, é inserida uma agulha fina no interior do nódulo, com posicionamento preciso e confirmado pela injeção de contraste.

Após a confirmação da posição da agulha, é injetado o álcool absoluto (geralmente entre 3 e 10 ml), e os efeitos da necrose já são observados na tomografia realizada imediatamente após o procedimento, que é realizado em três sessões, com intervalo entre 7 e 14 dias.

Sinval Paulino/Unidade de Comunicação - HU-UFSC/Ebserh

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