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Parceria do Hospital Universitário com o Ministério Público do Trabalho traz tecnologias inéditas para o HU/UFSC

Saúde

Parceria do Hospital Universitário com o Ministério Público do Trabalho traz tecnologias inéditas para o HU/UFSC

Novos equipamentos permitem melhoria no exame de câncer de pele, agilizam possibilidade de tratamento e reduzem risco de lesões

O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC) colocou em funcionamento nesta semana dois aparelhos para detecção precoce do câncer de pele. Com estes equipamentos, o HU será pioneiro na oferta destes exames, com tecnologias inéditas no Estado, que possibilitam maior eficácia na avaliação dos tumores, agilidade no encaminhamento para tratamento, maior possibilidade de cura e reduzem a possibilidade de recorrência dos tumores após cirurgia.

A aquisição dos equipamentos – um aparelho de microscopia confocal de reflectância (RCM) e um ultrassom de alta frequência de 33Mhz, com transdutores específicos para a avaliação de pele – foi resultado da parceria entre o HU-UFSC/EBSERH, Ministério Público do Trabalho, por meio do Procurador Sandro Eduardo Sardá e Associação Amigos do HU.

O dermatologista Leonardo Simas Abi Saab, que apresentou os equipamentos nesta terça-feira, 15, acrescentou que, além da oferta de um exame mais especializado para os pacientes, os equipamentos vão contribuir na capacitação de profissionais e no desenvolvimento de pesquisas. “Será desenvolvido o projeto de pesquisa Avaliação do Perfil Epidemiológico dos pacientes com câncer de pele do Estado de Santa Catarina, com ênfase nas atividades laborais associadas, em parceria entre as equipes da dermatologia e Saúde do Trabalhador do HU UFSC. Também serão realizados estudos com ambos os aparelhos em diferentes doenças dermatológica, com ênfase no câncer de pele”, detalhou o médico.

A superintendente do hospital, Maria de Lourdes Rovaris, destacou a importância da Cooperação Técnica entre o Hospital Universitário e o Ministério Público do Trabalho. “Neste momento, o hospital está dando um salto qualitativo na formação de profissionais, na possibilidade de mais pesquisas na área  e na assistência prestada aos pacientes, principalmente na área de dermatologia oncológica’, disse, ressaltando ainda a importância da aquisição dos equipamentos, tendo em vista a incidência de câncer de pele no Estado de Santa Catarina.

Os médicos do trabalho Edna Maria Niero e Cléber Gonçalves Jardim, do Ambulatório do Saúde do Trabalhador do HU, explicaram que a aquisição dos equipamentos, além de todas as vantagens para os pacientes que chegam ao hospital, produzirão dados sobre a epidemiologia do câncer de pele associado à exposição laboral, e consequente proposição de medidas preventivas eficazes, contribuindo para redução da incidência do câncer de pele no Estado.

O câncer de pele é um dos tipos de neoplasias mais frequentes em todo o mundo, especialmente no Brasil, sendo o estado de Santa Catarina o primeiro colocado na incidência dos casos, decorrência das características da população e do tipo de atividade laboral, principalmente na área agrícola.

Os equipamentos já estão disponíveis para realização dos exames, que serão conduzidos pela médica dermatologista Ariel Córdova Rosa, juntamente com Leonardo Saab, e pela equipe de residentes - as médicas Elisa Röhsig Dannebrock, Angélica Seidel, Marina Oliveira Luiz e Tamara Hoffmann.

Os profissionais explicaram que até o momento as lesões eram avaliadas com exame clínico e dermatoscópico e posteriormente, encaminhadas para tratamento cirúrgico e, com a aquisição desses aparelhos, os tumores poderão ser melhor avaliados.

“O ultrassom de alta frequência possui um transdutor específico que permite a avaliação das lesões de pele, auxiliando na identificação da profundidade, suas margens, morfologia do tumor, entre outras características. Já a microscopia confocal de reflectância (RCM), é uma tecnologia não invasiva que permite a visualização da lesão em nível celular, possibilitando a visualização e identificação de estruturas microscópicas e detalhes celulares da pele, com resolução semelhante à histológica. Permite ao médico identificar as células do câncer de pele sem a necessidade de remover cirurgicamente o tumor”, explicou Saab.