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UTI reduz infecções e supera meta nacional

Segurança do paciente

UTI reduz infecções e supera meta nacional

Em apenas 12 meses, HUB ultrapassa meta prevista para 3 anos de projeto do Ministério da Saúde

Um ano de mudanças, dedicação e muito trabalho em equipe. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), vinculado à rede Ebserh, começa a colher os frutos da participação no projeto colaborativo “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”. Em apenas 12 meses, o HUB superou a meta que deveria ser alcançada em um ano e meio, a de reduzir em 30% a incidência de três tipos de infeção relacionadas à assistência na unidade, e a de três anos, que visa diminuição de 50%.

A taxa de infecção da corrente sanguínea associada ao uso de cateter venoso central (CVC) caiu 71%; a da pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) registrou queda de 63%; já a da infecção do trato urinário (ITU) chegou a 96% de redução. O resultado reflete o comprometimento dos profissionais da UTI. “A equipe está bem disposta a contribuir, mesmo com as dificuldades de recursos. Hoje, ações básicas do projeto fazem parte da rotina”, avalia a técnica de enfermagem, Luciana França de Meneses.

Para alcançar esses índices, a equipe tem colocado em prática uma série de pacotes de medidas, chamados bundles, que estabelecem ações para cada tipo de infecção. “O que fizemos foi reforçar o que já era realizado na nossa rotina, mas que ao longo do tempo foi se perdendo”, explica a enfermeira Kamilla Grasielle Nunes da Silva. Ela cita medidas simples, como verificar a elevação da cabeceira, checar a higiene bucal, aumentar o cuidado na movimentação de pacientes com sonda e fortalecer a limpeza das mãos. 

O marco será comemorado pela equipe na próxima semana, com o aniversário de um ano do projeto no HUB. Apesar da celebração, ainda tem muito trabalho pela frente. “O maior desafio agora é manter esses indicadores, além de transformar todas as atividades em protocolos institucionais para que o resultado seja sustentado ao longo dos anos”, pondera a chefe da unidade, Márcia Seibert Campara. 

Para a médica cardiologista Vanessa Pimentel, quem ganha é a população que precisa do serviço. “Quando melhoramos a assistência, conseguimos resultados mais positivos para o paciente”, declara. A dona de casa Maria de Jesus do O, 58 anos, é um exemplo. Ela está internada na UTI desde o dia 17 de março por problemas respiratórios. “Cheguei aqui bem mal, mas Deus usou os médicos para me dar os remédios que eu precisava. Todos são muito cuidadosos e carinhosos e hoje estou bem melhor”, avalia.

Maria de Jesus agora passa a integrar as estatísticas do Ministério da Saúde, coordenador do projeto. De acordo com a pasta, em quase um ano e meio foram evitadas 1.715 infecções nos 119 hospitais públicos que integram o programa em todo o país, o que significa que 558 vidas puderam ser salvas no período. Até 2020, ano de conclusão da iniciativa, espera-se salvar 8.500 vidas e reduzir R$ 1,2 bilhão de gastos com tempo de permanência na UTI e utilização de insumos.

O projeto
Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil é uma iniciativa desenvolvida pelo Ministério da Saúde, em parceria com os cinco hospitais de excelência que participam do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS): Sírio-Libanês (SP), Israelita Albert Einstein (SP), Alemão Oswaldo Cruz (SP), Hospital do Coração (SP) e Moinhos de Vento (RS), sendo este último o tutor do HUB. 

A instituição firmou o compromisso em dezembro de 2017, mas as atividades práticas iniciaram em março de 2018. No dia a dia, a equipe conta com algumas estratégias para a execução das atividades. Os profissionais estão divididos em três times, responsáveis por um tipo de infecção. Mensalmente, um integrante de cada grupo apresenta os resultados obtidos. Outra ferramenta que ajuda no compartilhamento de informações é o quadro explicativo disponível no serviço, com atualização periódica dos dados do programa.

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB