Notícia Notícia

Voltar

Encontro comemora Dia de Combate à Cefaleia

Qualidade de vida

Encontro comemora Dia de Combate à Cefaleia

Evento apresenta alternativas não medicamentosas para prevenir a dor de cabeça

Há dois anos, a atendente Thaís Barbosa sofre com fortes e frequentes dores de cabeça. “Me atrapalha em tudo, no estudo, na concentração, não posso ficar em locais barulhentos”, contou Thaís. Nessa segunda-feira (20), ela participou do encontro promovido pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) em comemoração ao Dia Nacional de Combate a Cefaleia, celebrado em 19 de maio, e saiu mais animada. “Vou colocar em prática o que aprendi aqui, ter mais qualidade de vida e menos dor de cabeça”, garantiu.

Durante o evento, profissionais de diversas áreas mostraram que o medicamento não é a única forma de controlar a dor de cabeça. “O remédio, mesmo quando necessário, muitas vezes não é suficiente. A mudança dos hábitos de vida traz um impacto muito significativo. Fazer uma atividade física regular, melhorar a qualidade do sono, rever a alimentação, tudo isso contribui”, explicou o neurologista responsável pela Unidade do Sistema Neuromuscular do HUB, área promotora da iniciativa, Luciano Talma Ferreira. 

A programação incluiu palestras das diversas áreas que podem tratar a cefaleia, como medicina, nutrição, fisioterapia e terapia ocupacional. Também foram realizadas atividades práticas de meditação, dança circular, educação física e yoga. “É importante conscientizar a população de que cada um é responsável por melhorar sua qualidade de vida, buscando atividades como essas, tão efetivas quanto a medicação”, disse a terapeuta ocupacional Yara Paiva.

Mesmo procurando essas alternativas, em alguns casos a consulta médica é necessária. “O paciente que teve três ou mais dores de cabeça por mês nos últimos três meses precisa de um atendimento médico para definir o diagnóstico e o tratamento”, alertou Luciano Talma. É o caso da técnica em nutrição Adriana Cristina Freitas. Ela é acompanhada por um neurologista e já percebeu melhora nas dores de cabeça. Decidiu participar do evento para associar outras medidas ao tratamento. “Poder evitar um pouco o uso de remédios com formas mais naturais é uma ótima opção”, afirmou.

Campanha
O evento fez parte da campanha Maio Bordô, realizada pela Sociedade Brasileira de Cefaleia para conscientizar a população sobre a importância de prevenir e combater as dores de cabeça. O tema do movimento é 3 é demais, lembrando o momento certo de procurar um médico, que é quando a pessoa apresentar três episódios de dor de cabeça por mês nos últimos três meses.

A cefaleia, termo usado para a dor de cabeça, é uma das condições mais incapacitantes do mundo, prejudicando o desempenho das atividades rotineiras e ocasionando perda de horas de trabalho e de lazer. A dor de cabeça tem várias causas e pode ser sintoma de uma doença mais grave, como tumor cerebral ou derrame. Mas o mais comum é que ela seja a própria doença, a exemplo da enxaqueca, que atinge 15% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).  

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB