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HUB lamenta perda de Benedito Fernandes

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HUB lamenta perda de Benedito Fernandes

Médico ginecologista pioneiro atuava no HUB desde 1972 e faleceu na noite do dia 12 de novembro

O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) lamenta profundamente a perda do cirurgião e ginecologista Benedito Fernandes Pinto. Ele faleceu na noite dessa quinta-feira (12), em casa. Aos 85 anos, Benedito deixa esposa, cinco filhos, seis netos e quatro bisnetos. O velório será no sábado (14), de 8h30 às 10h30, na capela 4 do cemitério Campo da Esperança. O sepultamento está agendado para às 11h. Atendendo a um desejo do médico, a família pede que não sejam enviadas flores ou coroas de flores.

A história de Benedito com o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) é antiga. Um ano depois de chegar a Brasília, passou no primeiro concurso público realizado pelo HUB, na época chamado de Hospital dos Servidores da União (HSU), em 1972. Foram 48 anos de boas lembranças. “Ele representava o espírito do HUB, de total dedicação e humanidade em tudo o que fazia”, diz o genro e também médico, Rômulo Maroccolo, que atualmente é chefe da Unidade de Transplante do HUB.

Mesmo depois de aposentado, Benedito nunca deixou de atuar no hospital e era conhecido pelo jeito calmo de falar e pela visão romântica que tinha da profissão. Ele vivenciou as grandes mudanças pelas quais passou o HUB e participou ativamente do movimento de transformação da instituição em hospital universitário. “Ele faz parte da história do hospital e da formação de diversos profissionais, só temos a agradecer pela enorme contribuição”, afirma a superintendente do HUB, Elza Noronha.

Durante o período que este no HUB, Benedito atendeu pacientes no ambulatório de ginecologia, realizou cirurgias, passou 20 anos na maternidade do hospital, foi professor convidado da Universidade de Brasília (UnB), acompanhou a formação de estudantes e residentes no ambulatório e no centro cirúrgico. “Ele nos deu uma aula de medicina, humanidade e solidariedade com o próximo”, conta o ginecologista Carlos Alberto Zaconeta. 

Benedito também fundou a Associação de Voluntários do HUB (AVHUB). Maria de Lourdes Lima entrou no hospital como auxiliar de enfermagem no mesmo ano que Benedito e é voluntária desde que a associação foi criada, em 1993. “Ele foi como um pai para mim, sempre muito amigo, humano. Um exemplo de médico e de pessoa. A associação está em luto”, diz Lurdinha, como é conhecida. O cardiologista aposentado do HUB Daniel Vasconcelos teve o amigo também como paciente nos últimos dez anos. “Ele era uma pessoa única, tinha um coração enorme. É uma grande perda”, comenta.

História
Nascido em área rural, perto da cidade de Araxá (MG), Benedito passou a infância em casa de pau a pique e chão batido. Filho de pais analfabetos, foi o único dos oito irmãos a estudar e desde cedo aprendeu o valor do trabalho. A vida simples e a pobreza, no entanto, não o impediram de ter sonhos e de lutar para realizá-los. 

Na adolescência, mudou-se para Uberaba (MG), onde passou a trabalhar de dia e a estudar à noite. O interesse pela medicina surgiu nessa fase, quando ganhou o livro Valor, de Charles Wagner. O presente de aniversário foi dado por um hóspede do hotel em que trabalhava como office boy. 

Perto de concluir a graduação na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, o médico passou no concurso do Samdu (hoje Samu) para atuar como socorrista, em Uberaba. Depois de atuar como médico em Araxá e de obter o certificado de especialização em ginecologia e obstetrícia no estado de São Paulo, Benedito mudou-se para Brasília 

Já no HUB, recebeu várias homenagens do hospital e de outras instituições. Em 1977, Benedito ganhou a medalha de mérito ao trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. Ao completar 50 anos como médico, recebeu uma homenagem do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) pelo tempo de profissão. 

Assessoria de Comunicação do HUB