Notícias Notícias

Voltar

HUB define principais desafios para enfrentar até 2023

Plano Diretor Estratégico

HUB define principais desafios para enfrentar até 2023

Os chamados macroproblemas foram construídos pela comunidade durante oficina

Foram dois dias de muito trabalho e discussão em grupo para definir os sete principais desafios que o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) precisará enfrentar até 2023. A identificação dos chamados macroproblemas faz parte da construção do novo Plano Diretor Estratégico (PDE) do hospital. Os temas já estavam definidos e o próximo passo será trabalhar na construção de estratégias para solucionar os problemas listados:

- ensino: falta de integração entre ensino e serviço no âmbito das relações institucionais com a SES, UnB e Ebserh;
- pesquisa: falta de uma política institucional de ciência, tecnologia e inovação em saúde;
- assistência: inexistência de linhas de cuidado com atenção centrada no paciente, com foco desde o acolhimento no hospital até o uso de tecnologias com alto valor agregado e baseado em evidências;
- sustentabilidade econômico-financeira: recursos financeiros insuficientes para modernização da infraestrutura e incorporação de tecnologias de ponta para aprimoramento das atividades de ensino, pesquisa e assistência;
- governança: dificuldade dos gestores e lideranças locais em buscar o alcance da visão institucional em harmonia com as prioridades da UnB, Ebserh e gestor local do SUS para o HUB;
- processos e tecnologia: mapeamento de processos deficiente e tecnologia insuficiente e obsoleta;
- pessoas: baixo engajamento dos profissionais por não se sentirem pertencentes e valorizados.

Oficina
O macroproblema de cada tema foi definido em uma oficina realizada nos dias 20 e 22 de outubro, com a participação de cerca de 40 pessoas, entre representantes da gestão, Universidade de Brasília (UnB), Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), estudantes, residentes, professores, usuários e colaboradores. Os participantes também definiram a causa raiz de cada problema e possíveis soluções, que serão discutidas detalhadamente nas próximas fases. “Esse momento é extremamente importante porque são os macroproblemas que vão direcionar os projetos estratégicos de melhoria e traduzir os grandes desafios do hospital”, afirmou a superintendente do HUB, Elza Noronha.

Para manter uma distância segura entre os participantes durante as discussões, eles foram divididos em quatro salas. Antes de trabalharem em grupo para a definição dos macroproblemas, todos acompanharam apresentações virtuais, realizadas pelo Microsoft Teams. A atividade foi conduzida pela professora e coordenadora do grupo de trabalho que elabora o novo PDE, Liana Gomide Matheus, que é chefe do Setor de Apoio Terapêutico do hospital.

Para a vice-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde (FS-UnB), Maria Cristina Soares, a proximidade entre as instituições contribui na busca pelo caminho que queremos seguir nos próximos três anos. “É um tempo razoável para avançar na melhoria dos problemas e para atender os anseios não só internos, mas dos usuários e da comunidade”, garantiu.

O estudante de medicina Paulo Henrique Rodrigues disse que participar da oficina é uma boa oportunidade para conhecer como as decisões são tomadas no hospital e que a participação dos estudantes deveria ser ampliada. “Temos muito potencial para resolver os problemas que o hospital enfrenta e estar aqui é um primeiro passo”, disse ele. “Como usuário, é muito importante participar e contribuir para a construção desse novo modelo para o HUB”, acrescentou o Conselheiro de Saúde do Distrito Federal Hae Yang.

O chefe do Serviço de Gestão de Processos da Ebserh, Pedro Ferreira, também acompanhou a oficina e falou sobre a importância de ter um planejamento seguido por todos os 40 hospitais universitários da empresa. “Ter uma metodologia única vai trazer uma possibilidade maior de alcançarmos ganhos em rede”, afirmou Pedro. 

Fases anteriores
De 10 a 24 de setembro, 260 pessoas entre colaboradores, terceirizados, residentes, estudantes, professores, usuários e voluntários participaram de uma consulta pública sobre os pontos positivos e negativos do hospital em quatro áreas: gestão, ensino, pesquisa e assistência. 

No dia 6 de outubro, foi realizada uma oficina para definir a visão de futuro do HUB, que representa o que o hospital almeja alcançar até 2023, ou seja, em quais objetivos o hospital direcionará recursos e esforços nos próximos três anos. A frase, construída coletivamente, foi “Ser referência em ensino, pesquisa e assistência de qualidade, para formação e atuação no SUS como hospital de média e alta complexidade, integrado à rede de atenção à saúde, com gestão participativa, transparente e sustentável, ampliação dos cenários de prática interprofissional e comunicação efetiva com a sociedade”.

Próximos passos 
Com a definição dos macroproblemas, o HUB concluiu a primeira fase para a construção do novo PDE, chamada de análise situacional. Agora, o hospital dará início à fase 2, que inclui a definição de indicadores, metas e projetos locais e a publicação do PDE. Com o plano já em vigor, o hospital fará o acompanhamento e controle das metas definidas.
  
Sobre o PDE
O Plano Diretor Estratégico é um documento que traduz os desafios do hospital e define as ações para superá-los. O PDE atual do HUB está sendo atualizado a partir da nova metodologia apresentada pela Ebserh no final de 2019, que estabelece o Mapa Estratégico como diretriz para os 40 hospitais universitários da rede. O novo documento deve ser lançado em dezembro deste ano para substituir o anterior e valerá de 2021 a 2023. 

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB