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HUB discute prematuridade e cuidado centrado na família

Novembro Roxo

HUB discute prematuridade e cuidado centrado na família

Evento reuniu profissionais, residentes e estudantes da saúde de todo o Distrito Federal

A dona de casa Camila Sousa, de 24 anos, teve o pequeno Otávio com 31 semanas de gestação no dia 9 de outubro. Ele nasceu com 1,5 kg e está internado na UTI Neonatal do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB). Já cresceu, engordou, hoje pesa 2,9 kg e tem previsão de alta para os próximos dias. “No início foi muito difícil, mas só tenho a agradecer pelo meu filho, que agora está bem. Agradeço muito a equipe daqui pelo cuidado com ele e comigo, sempre tinham uma palavra de conforto quando achava que não suportaria mais”, contou Camila.

O nascimento de um bebê prematuro como o Otávio exige muito da família e da equipe do hospital, que precisa estar bem preparada para orientar os pais. Foi pensando nisso que o HUB realizou, no dia 22 de novembro, uma rodada de palestras com o tema “Prematuridade: o cuidado centrado na família”. O evento fez parte das comemorações do Novembro Roxo, mês do Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro.

“Pensamos nesse evento para trazer tudo que trabalhamos com relação a prematuridade. A importância da família nesse processo e de nós, trabalhadores da saúde”, afirmou a chefe da Unidade Materno-Infantil do HUB, Lizandra Paravidine. “Muitas vezes a família não está preparada, é uma corrida contra o tempo para aumentar o afeto e aproximar ainda mais os pais do bebê”, acrescentou a gerente de Atenção à Saúde, Alaíde Castro. “O cuidado com a família e com o bebê é um trabalho extremamente importante e sensível”, disse o chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, Álvaro Modesto.

O encontro reuniu profissionais, residentes e estudantes da área da saúde de todo o Distrito Federal. A programação incluiu duas mesas redondas sobre os temas cuidado com a família durante o nascimento do bebê prematuro, internação na unidade neonatal, Método Canguru, interações da família com o bebê, constituição psíquica e saúde mental do bebê prematuro internado na UTI Neonatal. Também foi montada uma exposição com fotos de bebês prematuros.

“Fiz estágio aqui no HUB e estou fazendo meu TCC na área da prematuridade, então acho que vai acrescentar muito”, afirmou a estudante de fisioterapia Fernanda Braga. “Quero seguir a área de obstetrícia e acho que é importante levar em consideração o contexto, principalmente nos casos de prematuridade, que a mãe fica muito vulnerável e insegura”, completou a estudante de enfermagem Jéssica da Conceição. “Como é uma área delicada, é fundamental se aprofundar e ter bastante informação”, garantiu a fisioterapeuta Jéssica Bianchin. “Com mais conhecimento, temos mais segurança para orientar essas famílias”, finalizou a técnica em enfermagem Florenice Cardoso.

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB