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HUB oferece consultas virtuais a pacientes

Telessaúde

HUB oferece consultas virtuais a pacientes

Ferramenta começou a ser utilizada em junho e já garantiu mais de 1.000 atendimentos online

A pandemia de Covid-19 trouxe inúmeros desafios e exigiu mudanças para enfrentar a nova realidade. Os profissionais de saúde tiveram que se adaptar e uma forma encontrada para reduzir os riscos de transmissão foi a telemedicina. No Hospital Universitário de Brasília, as consultas virtuais começaram em junho e já estão sendo adotadas em cerca de 13 especialidades. Até o final de setembro, foram feitos mais de 1.000 atendimentos online.

A equipe de cada uma dessas especialidades avalia os pacientes que podem ser atendidos pela telessaúde. Normalmente, são aqueles que já estão em acompanhamento no hospital. Uma outra equipe, responsável pelos agendamentos, entra em contato com o paciente para marcar dia e horário e passar as orientações. “As consultas virtuais fazem parte de uma estratégia que, mesmo após a pandemia, se tornará cada vez mais sólida no ambiente de atuação em saúde. Otimiza o tempo do usuário e provavelmente facilitará a aderência às ações de intervenção terapêutica”, explica o gerente de Atenção à Saúde do HUB, Rodolfo Borges.

Para garantir o atendimento, o hospital disponibilizou a estrutura necessária aos profissionais, como computadores e notebooks com internet, câmera, caixa de som e fone de ouvido com microfone. Quem faz o atendimento de casa, tem acesso à rede do hospital e ao sistema de gestão hospitalar, que permitem incluir a evolução no prontuário, prescrições e atestados.  Na maioria dos casos, os profissionais usam o certificado digital para assinar esses documentos. Quando não é possível usar a assinatura digital, o documento físico é disponibilizado para retirada no hospital pelo paciente ou familiar.

Todos os atendimentos por telemedicina seguem as orientações da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Portaria nº 467 do Ministério da Saúde, que regulamenta o serviço durante a pandemia. A ferramenta também faz parte do Plano de Retomada do HUB.

Atendimentos
A comerciante Mariza Cezário é paciente da psiquiatria do HUB há dois anos. Com a pandemia, os atendimentos presenciais foram substituídos pelos virtuais e ela deu início também ao tratamento na psicologia. “Foi uma ótima alternativa, traz mais segurança não precisar ir ao hospital. Já me adaptei às consultas virtuais e estou bem à vontade”, conta Mariza. “Essa ferramenta possibilitou manter o acompanhamento dos pacientes e evitar crises, recaídas e complicações de casos graves”, afirma a chefe da Unidade Psicossocial do HUB, Silvia Barros.

O atendimento virtual também foi adotado na cardiologia. “Fazemos atendimentos de telessasúde de forma interdisciplinar. O atendimento centrado no paciente precisa levar em consideração todas as vertentes que podem influenciar o estado de saúde ou doença. Entendemos que o atendimento interdisciplinar pode ser uma das formas de atingir este objetivo e pode minimizar muitos dos problemas relacionados com a pandemia”, explica o cardiologista do HUB Hervaldo Carvalho. 

Na Unidade de Transplante, o atendimento é feito por telefone e vídeo. “Os pacientes transplantados precisam de um acompanhamento mais próximo. Com essa ferramenta, conseguimos manter o tratamento”, explica o nefrologista Gustavo Arimatea. “Esperamos manter o serviço mesmo depois da pandemia. São pacientes imunossuprimidos, estão sempre sujeitos a riscos no deslocamento e muitos moram longe”, acrescenta o chefe da unidade, Rômulo Maroccolo.

A professora aposentada Nelma Silva, de 49 anos, fez um transplante renal há um ano. Durante a pandemia, o atendimento está sendo virtual. “As consultas são longas, tranquilas e esclarecedoras. Está sendo essencial ter esse acompanhamento”, garante Nelma.

Assessoria de Comunicação do HUB