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HUB realiza simpósio sobre câncer de cabeça e pescoço

Julho Verde

HUB realiza simpósio sobre câncer de cabeça e pescoço

Evento destaca a importância da equipe multidisciplinar no tratamento da doença

Como parte da campanha Julho Verde, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) reuniu nesta quinta-feira (27) profissionais, estudantes e pacientes no Simpósio “Paciente oncológico: um cuidado multidisciplinar em câncer de cabeça e pescoço”. Aproveitando o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, comemorado em 27 de julho, o mês foi escolhido para a realização de diversas ações de conscientização e prevenção desse tipo de câncer em todo o país.

“Queremos dar ferramentas para que o próprio paciente procure ajuda assim que perceber o primeiro sinal para conseguir um diagnóstico precoce. O câncer de cabeça e pescoço envolve funções vitais, como respirar, falar e se alimentar, por isso a importância de um atendimento multidisciplinar”, explica a coordenadora do evento, Cristina Furia.

Durante o encontro, foram discutidos temas como a contribuição da equipe multiprofissional para a integralidade na assistência e os fatores de risco e desafios atuais no controle do tabaco. A Liga Acadêmica de Fononcologia da Universidade de Brasília (UnB) também fez parte da organização do simpósio.

“O câncer de cabeça e pescoço pode ser evitado com a mudança de alguns hábitos. Por isso a importância de conscientizar a população”, disse a vice-presidente da Liga, Jéssica Santos. A enfermeira Ana Caroline Motta, residente do programa de oncologia, participou do evento. “A incidência é alta e frequentemente dou assistência a esses pacientes. É essencial agregar mais conhecimento e me atualizar”, garante Ana Caroline.

Sobre o câncer
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são registrados cerca de 43 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano no país. Os tumores se localizam em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais.

Os principais fatores de risco são o tabaco, o álcool e a infecção por HPV. Além de evitar esses fatores, a higienização da boca também é uma importante forma de prevenção. Lesões na boca, rouquidão recorrente e incômodo para engolir são alguns dos sinais que indicam que é preciso procurar um médico.

O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são fundamentais para a cura do câncer. Um dos principais problemas é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, deixando sequelas no paciente.

Assessoria de Comunicação do HUB