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HUB realiza terapia intensiva para reabilitação da fala

Fonoaudiologia

HUB realiza terapia intensiva para reabilitação da fala

Projeto atende duas pacientes com fissura labiopalatina com três sessões diárias durante um mês

Thatielle Moura, de 13 anos, nasceu com uma fissura no palato que prejudicou a fala, sempre fanhosa e com dificuldade para pronunciar alguns sons. Selecionada pela equipe de fonoaudiologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), Thatielle participou de um projeto novo e ousado: uma terapia intensiva para a reabilitação da fala. 

As sessões semanais foram substituídas por três sessões diárias durante um mês. O projeto atendeu Thatielle e outra paciente, de dez anos, em janeiro. “Conseguimos condensar mais de um ano da terapia convencional em um mês. O resultado foi muito mais rápido e efetivo”, explica a fonoaudióloga Ana Cristina Coelho, coordenadora do programa. 

Thatielle tem um dos tipos da fissura labiopalatina, uma má formação que ocorre durante a gestação e que pode afetar o lábio e/ou o palato. As conquistas com o tratamento intensivo foram muitas. Ela comemora por conseguir falar corretamente o nome da mãe, Sandra, que antes pronunciava sem o “r”. E por conseguir pedir alguma coisa sem precisar repetir. “Agora estou falando melhor, as pessoas me entendem, consigo me comunicar”, conta ela.

A mãe de Thatielle, a secretária Sandra Moura, também comemora. Ela lembra que a filha faz tratamento para fala desde os dois anos de idade e já passou por vários hospitais e até clínicas particulares. “Nesses anos todos ela não teve a evolução que eu vi nesses 30 dias de tratamento aqui. Foi uma mudança muito produtiva. Ela se sentia muito sozinha, era mais tímida. Agora está mais enturmada na escola, mais comunicativa e se sente mais segura”, garante Sandra.

Parceria
O projeto foi realizado em parceria com a professora da Universidade de Brasília (UnB) Melissa Picinato-Pirola e duas estudantes, que fizeram o trabalho de conclusão de curso sobre o programa. A ideia é selecionar novos pacientes para atendimento em janeiro de 2020. O mês foi escolhido por ser período de férias, o que facilita a participação dos estagiários e pacientes, normalmente em idade escolar. “A literatura mostra que a terapia intensiva traz melhores resultados para pacientes com fissura e vimos que realmente as pacientes tiveram uma evolução muito significativa”, afirma Melissa. “Foi enriquecedor, aprendi muito e já penso em trabalhar com isso no futuro”, acrescenta Laila Sanchez, uma das estudantes que participou do projeto.

Assessoria de Comunicação do HUB