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HUB realiza encontro em comemoração ao Dia Mundial do AVC

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HUB realiza encontro em comemoração ao Dia Mundial do AVC

Profissionais também discutiram implantação de atendimento de urgência para pacientes com a doença

O AVC, como é chamado o acidente vascular cerebral, é a segunda doença que mais mata no mundo e no Brasil e a primeira que mais incapacita. Pensando nisso, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) realizou um encontro no dia 5 de novembro para comemorar o Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro. O evento reuniu profissionais do hospital, residentes médicos e multiprofissionais e estudantes.

“O objetivo do encontro é lembrar que o AVC tem prevenção e tratamento. É possível prevenir 90% dos casos, desde que as pessoas cuidem dos fatores de risco e estejam atentas aos sinais de alerta”, explicou o chefe do Setor de Apoio Diagnóstico do HUB, responsável pela organização do evento, Luciano Talma.

Durante o encontro, foram apresentados e discutidos dois casos clínicos, com a participação de médicos neurologistas e radiologistas e das equipes de enfermagem, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional. “A atuação multidisciplinar é muito importante para reabilitar esse paciente, retomar a vida social e suas atividades e garantir qualidade de vida depois do acidente”, afirmou o fonoaudiólogo Bruno de Magalhães.

Atendimento no HUB
Para ampliar o atendimento de urgência a pacientes com AVC no Distrito Federal, o HUB estuda a implantação desse serviço no hospital. Em até quatro horas e meia após o início dos sintomas, é possível usar um medicamento que dissolve o coágulo do AVC isquêmico, o tipo mais comum de AVC, diminuindo a chance de sequelas. Esse tratamento é chamado de trombólise endovenosa.

Durante o evento, os profissionais discutiram a importância desse atendimento, que exigirá a contribuição de todos. “O sucesso do tratamento depende do tempo de atendimento, que precisa ser muito rápido. Todos os profissionais, desde o funcionário da recepção até os profissionais diretamente envolvidos na assistência, precisam entender a doença e saber como agir nesses casos”, disse Luciano Talma. 

“Sou da clínica médica, vou ter contato com esses pacientes e quanto mais informação eu tiver, vou poder oferecer um atendimento de melhor qualidade”, afirmou a fisioterapeuta Ana Helena Marques. “Trabalho com idosos e saber como agir em casos de AVC vai aprimorar meu currículo e minha forma de atender”, acrescentou a estagiária de fisioterapia Geovana Santos.

Sobre o AVC
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ser definido como o surgimento de um déficit neurológico súbito causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central. Os principais sintomas são fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão, em um ou ambos os olhos; alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; e dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente. Ao identificar esses sintomas, é importante agir rápido. A orientação é ligar imediatamente para o SAMU (192) e anotar a hora em que os primeiros sintomas apareceram. 

Assessoria de Comunicação do HUB