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HUB inicia reestruturação do Núcleo de Avaliação

Tecnologias em saúde

HUB inicia reestruturação do Núcleo de Avaliação

Workshop reuniu estudantes, profissionais e professores para debater o tema

Novos medicamentos, equipamentos e produtos surgem a todo momento na área da saúde, mas os recursos são limitados. Nesse cenário, como oferecer as melhores opções para a população? Essa é a função da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). O tema foi debatido por representantes de várias instituições públicas do Distrito Federal nesta terça-feira (19), durante o 1º Workshop de ATS do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB). Participaram aproximadamente 70 pessoas, entre estudantes de graduação, profissionais de saúde e professores da Universidade de Brasília (UnB). 

O evento, organizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica da Faculdade do Gama (Fga-UnB), marcou o início da reestruturação do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS) do HUB. “Hoje começamos a organização desse serviço e a construção de cenários de prática para ensino, pesquisa e extensão, na perspectiva de despontarmos como os grandes inovadores da ciência no país”, disse a superintendente do HUB, Elza Noronha.

E esse processo já começa com a parceria da UnB. “A Faculdade de Medicina está imbuída nesse desafio junto com o HUB”, afirmou a vice-diretora da FM-UnB, Gilvânia Feijó. “Precisamos nos posicionar no que sabemos fazer de melhor, o ensino e a pesquisa”, avaliou o diretor da Fga-UnB, Augusto César Brasil. “A tecnologia em saúde é essencial hoje para melhorar a condição da saúde”, acrescentou o diretor da Faculdade de Ciências da Saúde (FS-UnB), Laudimar de Oliveira.

Quais são as experiências no DF?
Para entender qual é a melhor maneira de colocar o NATS para funcionar, o HUB ouviu várias experiências em ATS, como as realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). “Com poucos recursos humanos, a saída tem sido fazer parcerias”, ponderou a secretária executiva da Comissão Central de Farmácia e Terapêutica da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Gabriela Vilela de Brito.

O diretor de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF), Everton Macêdo, acredita que o HUB já tenha o principal, que são as pessoas. “O grande desafio é disseminar a cultura de ATS, porque é normal as pessoas confundirem o tema apenas com tecnologia de maneira geral”.

Professores da UnB também levaram as experiências das faculdades. A de Ceilândia (FCE-UnB) apresentou como é feita a ATS em doenças crônicas. A Medicina Tropical da FM-UnB compartilhou os estudos em doenças negligenciadas; já a FS-UnB abordou as doenças raras. “Somos docentes e temos uma obrigação moral e ética com o HUB, e com certeza estaremos disponíveis para ajudar a formar pessoas e a pensar nas metodologias necessárias”, declarou a professora da FM-UnB, Maria Regina de Oliveira.

A Fga-UnB, parceria do evento, trouxe a avaliação de tecnologias em saúde relacionada a equipamentos, já que a faculdade oferta os cursos de engenharia da universidade. “ATS é uma atividade multidisciplinar, que claramente envolve profissionais da saúde, mas também deve envolver profissionais da engenharia”, disse o professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica, Euler de Vilhena Garcia.

Mas afinal, o que é ATS?
Primeiro, é preciso esclarecer que tecnologias em saúde não são apenas equipamentos, como aqueles usados para os exames de ressonância e tomografia, mas qualquer medicamento, produto, protocolo de atendimento, material médico e até diretrizes do Ministério da Saúde.

A avaliação aplica metodologias científicas para identificar, dentro desse conjunto de tecnologias, quais são as mais benéficas para a população e que apresentam custos sustentáveis. Critérios avaliados: segurança, acurácia, eficácia, efetividade, custo-efetividade, impacto orçamentário, equidade e impactos éticos, culturais e ambientais. 

A avaliação de uma tecnologia em saúde ajuda a gestão de uma instituição de saúde a tomar uma decisão efetiva sobre a incorporação ou não daquela tecnologia, o que significa passar ou não a oferecer à população. 

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB