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HUB realiza primeira cirurgia em doador vivo por videolaparoscopia

Transplante renal

HUB realiza primeira cirurgia em doador vivo por videolaparoscopia

Técnica reduz risco de infecção e sangramento e garante recuperação mais rápida

Estar com a saúde em dia e doar um rim é uma decisão difícil. Quem faz essa opção, pensa nos benefícios para quem precisa do transplante. E ainda precisa passar por uma cirurgia que, muitas vezes, não é tão simples. Mas e se pelo menos esse procedimento para a retirada do rim fosse menos complicado e doloroso? É isso que o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) já está oferecendo aos pacientes.

Pela primeira vez, o HUB realizou a nefrectomia, cirurgia para retirada do rim para transplante, em doador vivo por videolaparoscopia. O procedimento é feito com pequenos cortes, por onde são inseridos câmeras e instrumentos usados pelos profissionais para a retirada do órgão. Comparada com a cirurgia tradicional, a videolaparoscopia exige cortes menores, reduz o risco de infecção e de sangramento, garante menor tempo de internação e recuperação mais rápida. “Essa nova técnica estimula a doação e agora está disponível no HUB”, afirma o chefe da Unidade de Transplante, Rômulo Maroccolo.

A primeira cirurgia por videolaparoscopia do HUB foi realizada no dia 29 de janeiro. O estudante Bryan Santos, de 21 anos, sofria de insuficiência renal desde os 13 anos. A situação piorou e foi indicado o transplante. Ele recebeu o rim da própria mãe, a promotora de vendas Joselma Santos, de 41 anos. “Quando fiquei sabendo que minha mãe poderia doar, fiquei muito feliz e não tive medo. Foi tudo muito rápido. Se tivesse que esperar, minha situação poderia ter piorado”, conta Bryan.

A mãe, Joselma Santos, disse que não pensou duas vezes para decidir fazer a doação. Ela ficou internada apenas dois dias e está se recuperando bem. “Só tinha medo da cirurgia, do corte, de infecção. Mas quando me explicaram que seria uma nova técnica, que diminui esses riscos, fiquei mais segura e tranquila. É muito bom saber que pude ajudar meu filho e que ele está se recuperando bem. Se fosse necessário, faria de novo”, garante Joselma.

Imagens:

Assessoria de Comunicação do HUB