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Conheça nova versão do Plano de Contingência do HUB

Covid-19

Conheça nova versão do Plano de Contingência do HUB

Área para atendimento exclusivo de Covid conta com 12 leitos de UTI e dez de enfermaria

Além dos 12 leitos de UTI, a área criada para atender exclusivamente pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) também conta com dez leitos de enfermaria. Com isso, é possível receber pacientes do próprio HUB ou encaminhados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) que ainda precisam de cuidado, mas já podem deixar a UTI. A informação está na terceira versão do Plano de Contingência do HUB, publicado no dia 19 de junho. 

A área, chamada Unidade de Manejo da Síndrome Respiratória Aguda Grave (USRAG), conta com espaço físico para instalar outros 19 leitos com ou sem ventilação mecânica, chegando a um total de 41. A ampliação e a definição do tipo de leito dependem da procura pelo serviço e da disponibilidade de recursos humanos e aquisição de equipamentos e insumos. 

Proteção dos trabalhadores
O plano também traz informações sobre as medidas de proteção adotadas pelo hospital para garantir a segurança de pacientes e profissionais. Desde o início da pandemia, o HUB está avaliando a saúde de todos os pacientes e acompanhantes que vem ao hospital para qualquer tipo de atendimento. Só nos últimos 30 dias, foram triadas cerca de 20 mil pessoas.

Um dos postos de triagem também recebe funcionários do hospital que apresentam sintomas, incluindo servidores, empregados, professores, residentes, estudantes de graduação, profissionais voluntários e das empresas terceirizadas que prestam serviços no hospital. Se o caso for considerado suspeito, é realizado o teste para diagnóstico da doença. Em junho, a instituição deu início também a realização do teste rápido para Covid para todos os profissionais assintomáticos.

Outra medida foi a implementação do projeto Vigilância Ativa, realizado em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). Funcionários cadastrados no projeto respondem diariamente um formulário sobre as medidas de prevenção adotadas no local de trabalho e se apresentam algum sintoma relacionado ao coronavírus. A iniciativa faz parte do projeto de extensão da UnB chamado Sala de Situação, que já fazia o acompanhamento epidemiológico de outras doenças e agora monitora a Covid-19 na UnB e no HUB para evitar que o vírus chegue no ambiente de trabalho e na comunidade.

Ainda para garantir a segurança dos trabalhadores, a instituição reforçou o uso adequado dos equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde e mantém os estoques abastecidos. Para monitorar as solicitações e a dispensação dos equipamentos, foi criado o Plano de Gestão de Riscos para Controle e Abastecimento de EPIs, que permite identificar o aumento ou redução da demanda e garantir o uso correto e a reposição desses materiais. O HUB também investiu na capacitação e orientação dos trabalhadores como forma de proteção.

Pesquisas
Além do projeto da Sala de Situação, outras pesquisas estão contribuindo no combate ao coronavírus. Uma delas é a da telessaúde, que auxilia a retomada dos atendimentos com consultas virtuais. Já estão sendo acompanhados pelo projeto pacientes crônicos nas especialidades de pneumologia, reumatologia, transplante renal e cardiologia. 

Também foi criado o Comitê de Pesquisa Covid, que reúne os principais pesquisadores do hospital. Atualmente, são mais de 30 projetos de pesquisa, inovação e extensão em andamento. Entre eles, um estudo para auxiliar na preservação segura da força de trabalho em saúde (Force 1) e uma pesquisa clínica para tratamento dos pacientes internados com plasma de quem já foi curado da doença.

Gestão
Todas as medidas de enfrentamento à Covid-19 estão sendo discutidas pelo Comitê de Operações de Emergência (COE) do HUB. Criado em março, o grupo é formado pela superintendente e por representantes de áreas estratégicas do hospital e realiza reuniões virtuais diariamente. 

O HUB também criou o Comitê de Crise Covid-19, que conta com a participação de chefes de algumas divisões, setores e unidades estratégicos para o enfrentamento da pandemia, além de representantes dos empregados, servidores e residentes médicos e multiprofissionais. O objetivo desse comitê é apoiar o COE na elaboração de estratégias e mobilização da comunidade interna, tanto na fase de enfrentamento quanto na fase de recuperação e retomada das atividades pós-pandemia. 

Funcionamento do HUB
Durante a pandemia, os atendimentos eletivos do HUB estão suspensos. Já os serviços essenciais, continuam funcionando. Entre eles, as cirurgias oncológicas. De março a maio, o hospital realizou 227 procedimentos em pacientes oncológicos. 

As cirurgias gerais que não podem ser adiadas também estão sendo realizadas. Para garantir a segurança de todos, os pacientes passam por uma triagem e coleta de material para realização de exame de diagnóstico de Covid-19 antes do procedimento. O Centro Cirúrgico conta com uma sala exclusiva para operar pacientes considerados suspeitos ou confirmados e com cinco leitos exclusivos para aqueles que ainda aguardam o resultado do exame.

O serviço de Hemodiálise do HUB passou a receber pacientes encaminhados pela SES-DF e dobrou a capacidade de atendimento, que passou de 32 pacientes em março, para 65 em maio. Com isso, a instituição está ajudando a liberar mais leitos de UTI em outros hospitais da rede pública do Distrito Federal.

O HUB também atua como retaguarda para receber pacientes encaminhados pela secretaria que não sejam considerados casos suspeitos ou confirmados de coronavírus, mas que precisem de internação. No início da pandemia, contribuiu para a liberação de vagas no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e, agora, recebe também pacientes do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), que passou a atender apenas casos de Covid-19. 

Assessoria de Comunicação do HUB