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Ambulatório de Diversidade de Gênero faz aniversário

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Ambulatório de Diversidade de Gênero faz aniversário

A data foi marcada com a realização de um debate sobre os desafios da comunidade transexual no mercado de trabalho e no acesso à saúde

VITÓRIA (ES) - O Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) celebrou nesta terça-feira (25/06) o primeiro aniversário do Ambulatório Multidisciplinar de Diversidade de Gênero (AMDG). 

A data foi marcada no Hucam com a realização de um debate acadêmico com especialistas sobre os desafios da comunidade transexual no mercado de trabalho e no acesso à saúde. O evento ocorreu duante a Semana de Comemoração do Orgulho LGBT.  

"Fomos o quinto hospital no Brasil a oferecer esse serviço. A Ufes estará sempre em favor da diversidade e dos Direitos Humanos", decalrou no evento a vice-reitora da universidade, a professora Ethel Leonor Noia Maciel.

Neste ambulatório são atendidos cidadãos e cidadãs que passam pelo processo de transexualização. O principal objetivo do AMDG do Hucam é ampliar o acesso de travestis e transexuais aos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), com garantia ao respeito e à prestação de serviços de saúde com qualidade e resolução de suas demandas e necessidades, através da promoção de iniciativas voltadas à redução de riscos e redução de danos à saúde dessa população.

"Estamos abertos a todas das demandas desta população, que precisa ser muito bem acolhida" disse o chefe da Divisão de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do Hucam, Márcio Martins de Souza, que representou a direção do hospital.

A entrada de usuários no programa do Ambulatório de Diversidade de Gênero se dá por meio de reuniões mensais chamadas de “acolhimento”, em que é explicado como se dá o tratamento ambulatorial e as regras de funcionamento. Além disso, são escutadas as expectativas destes usuários, que saem dessa reunião já com encaminhamentos para realização de exames e consultas com assistente social e psicólogo. Após passarem por estes dois profissionais, havendo consenso, o (a) usuário (a) é encaminhado (a) ao endocrinologista. Qualquer profissional que achar necessário pode encaminhar esse (a) usuário (a) ao psiquiatra. A procura está equilibrada quanto ao número de homens trans e mulheres trans. Os usuários tem dado respostas positivas sobre a melhora no acesso para tratamento de suas demandas.

Entre os participantes da mesa de abertura e de debates estavam a diretora do Centro de Ciências da Saúde da Ufes, Glácia Abreu; a coordenadora do Ambulatório, Neide Boldrini, a coordenadora de Atenção Primária da Secretaria Estadual de Saúde do ES, Tânia Mara Ribeiro; Fábio Veiga, presidente do Conselho Estaudal LGBT+; Valério Soares Heringer, procurador-chefe Regional do Trabalho da 17ª Região; Marlei vieira Fernandes, subsecretária de Estado do Trbalho, Emprego e Geração de Renda; Lorenzo Cassiano Borges, representante do Força Trans e Viviana de paula Corrêa, servidora da Ufes e integrante da CELGBT+.