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HULW é referência no tratamento da Psoríase

ASSISTÊNCIA

HULW é referência no tratamento da Psoríase

Falta de informação é a principal causa do preconceito com os pacientes da psoríase, doença crônica que afeta a pele, mas que tem controle

No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de cinco milhões de pessoas sofrem com a psoríase, doença de pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. O ambulatório de dermatologia do Hospital Universitário Lauro Wanderley é o Centro de Referência de Pesquisa, Apoio e Tratamento da Psoríase, considerado um dos melhores do país com reconhecimento internacional.

A coordenadora do serviço, Esther Palitot, explica que o HULW é o único hospital da Paraíba que oferece assistência integral ao paciente com psoríase, além de ser palco de vários projetos de doutorado, mestrado, especialização, iniciação científica, extensão e trabalho de conclusão de curso da Universidade Federal da Paraíba, instituição ao qual o Hospital é vinculado. “No Centro, é desenvolvido um trabalho multidisciplinar com os usuários, que passam a contar com acompanhamento também de especialistas como alergologista, terapeuta ocupacional, psicólogo e nutricionista”, citou.

Ainda segundo a dermatologista, a psoríase é uma doença inflamatória, crônica e de base genética, que acomete a pele e pode comprometer as articulações. Ela se caracteriza por manchas vermelhas cobertas por escamas e afeta locais como o couro cabeludo, gerando desconforto aos pacientes. Além disso, devido à aparência das lesões, a doença impacta na qualidade de vida, afetando o aspecto social e profissional dessas pessoas.

Mas a notícia boa é que a psoríase pode ser controlada a partir de um acompanhamento adequado. Nos casos mais leves, hidratar a pele, aplicar medicamentos tópicos apenas na região das lesões e exposição diária ao sol são suficientes para melhorar o quadro clínico. “O tratamento é individualizado, varia de acordo com o tipo e gravidade da psoríase, mas em geral são prescritos medicamentos de uso tópico, oral e também imunobiológicos”, informou a dermatologista.

Francisca Maria da Costa é uma das pacientes do Hospital Universitário Lauro Wanderley e recebeu o diagnóstico há 15 anos. Segundo a doméstica, de 45 anos, no caso dela, as lesões afetam principalmente a região do couro cabeludo e causa muito incômodo, como coceira e descamação. “Sou do Piauí e faço acompanhamento no HULW há cerca de 10 anos”, conta.

Uma série de ações serão desenvolvidas ao longo da semana em que se celebra o Dia Mundial da Psoríase, 29 de outubro. Às 11 horas, haverá uma atividade com entrega de material educativo no Hall do Centro de Ciências Médicas da UFPB. Já no dia 30, às 14 horas, haverá uma audiência pública na Câmara Municipal de João Pessoa e, às 19 horas, acontece a 5ª edição da oficina de gastronomia “Alimentação e Psoríase: abrindo horizontes”, na Faculdade Internacional da Paraíba.

A campanha “Pele Sem Psoríase” visa alertar os pacientes sobre a possibilidade de manter uma pele sem lesões, devolvendo assim qualidade de vida. A intenção da data é também combater a falta de informação, um dos principais problemas que ocasionam o preconceito. Segundo a recente pesquisa CLEAR, 96% dos pacientes brasileiros relataram que já sofreram algum tipo de preconceito por conta da doença, enquanto a média mundial é de 85%

Sobre a Ebserh     

O Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba (HULW-UFPB) integra a Rede Ebserh desde dezembro de 2013. Estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra atualmente 40 hospitais universitários federais.

O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

A empresa, criada em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

 

Jacqueline Santos - Jornalista HULW-UFPB/Ebserh