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HULW incrementa parque tecnológico e amplia oferta de serviços à população

REFORÇO NA SAÚDE

HULW incrementa parque tecnológico e amplia oferta de serviços à população

Os investimentos somam aproximadamente R$ 4,1 milhões, oriundos do Rehuf

Segurança, tecnologia, diagnóstico com precisão. A saúde da Paraíba ganhou um reforço com a entrega de novos serviços que vão ampliar o acesso a procedimentos de média e alta complexidade para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), celebrou seu 40º aniversário, nesta quinta-feira, 13 com inaugurações que representam incremento no parque tecnológico da instituição e maior assistência especializada à comunidade.

Foram entregues à população paraibana os serviços de Oncologia e Cirurgia Cérvico-facial, Ressonância Magnética Nuclear e Raios X Telecomandados, a reestruturação da Central de Material e Esterilização (CME) e 16 novos leitos, voltados à cirurgia crânio-facial, englobando cirurgias de cabeça e pescoço, buco-maxilo e otorrinolaringologia. Os investimentos somam aproximadamente R$ 4,1 milhões.

O presidente da Rede Ebserh, Oswaldo Ferreira, participou da programação alusiva aos 40 anos e destacou as inovações no Lauro Wanderley.  “Hoje temos a possibilidade de concretizar sonhos e muitas ações. É um momento de muita alegria porque esses ganhos farão, cada vez mais, o Hospital Universitário Lauro Wanderley cumprir sua tarefa de fazer o bem. Mas o mais importante não são as paredes ou equipamentos que nós estamos instalando; são as pessoas”, declarou Ferreira.

A opinião foi compartilhada pela superintendente do HULW, Flávia Cristina Pimenta. “Hoje é um dia de alegria e de agradecer a todos vocês pela fidelidade, pelo companheirismo, pela dedicação, pela paciência e por tudo o que vocês representam. Vocês é quem fazem o hospital. Nós aqui só executamos quando pudemos, mas a vida do HU são os seus colaboradores e a equipe da Ebserh. Muito obrigada”.

A reitora da Universidade Federal da Paraíba, Margareth Diniz, lembrou que o Hospital Universitário é a soma do melhor de todas as pessoas que já passaram pela instituição. “Ontem (12) foi a comemoração dos 40 anos deste hospital. Oportunidade em que foi feito o reconhecimento aos ex-superintendentes e às pessoas que, de fato, contribuíram e contribuem para que o hospital universitário hoje esteja no patamar que ele está: um hospital-escola que entrega profissionais extremamente qualificados à sociedade, que faz pesquisa, extensão e inovação tecnológica”, afirmou.   

INVESTIMENTOS

Somente em relação a equipamentos, foram investidos cerca de R$ 2,4 milhões do Ministério da Educação (MEC), oriundos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que é gerido pela Ebserh. Já o montante referente às reformas da CME e da Unidade de Diagnóstico por Imagem chega a mais de R$ 1,7 milhão - verba também do Rehuf. 

O gerente de Atenção à Saúde do HULW, Moisés Diogo de Lima, destacou a importância dos novos investimentos, principalmente a ressonância nuclear magnética e dos raios-x telecomandados. “São dois equipamentos de ponta, que também vão oferecer a possibilidade de diagnósticos mais ágeis e acurados em benefício dos profissionais e da população em geral”.  

O médico Carlos Ferreira Neto II, que coordena a Unidade de Diagnóstico por Imagem, lembrou que a inauguração da ressonância nuclear magnética representa um ganho imenso para a comunidade. “É um aparelho de 1.5 tesla e 16 canais. Se trata de alta tecnologia para o diagnóstico de várias patologias nas mais diversas áreas da medicina, como neurologia, cirurgia do aparelho digestivo, parte de medicina osteoarticular, patologias da coluna vertebral e patologias mediastinais”, explica. “São inúmeras aplicações e, agora, com o advento desse equipamento, será possível fazer essa assistência e trazer o bem para a comunidade com diagnóstico preciso e precoce”, pontua.

Nesta quinta-feira, o Hospital Universitário também entregou à comunidade o Serviço de Oncologia e Cirurgia Cérvico-facial (SOCC). “Nada mais é do que a união de especialidades que já existiam no hospital, mas que trabalhavam de forma separada e em alguns momentos se uniam para fazer algum procedimento mais específico, que exigia mais cuidado e detalhes. Hoje estamos unindo essas forças para ajudar a população de forma melhor e em quantidade maior, observando a demanda reprimida de pacientes que vinha crescendo assustadoramente para o hospital. Não só da parte benigna, mas também oncológica”, comentou o médico Ary Serrano, chefe do SOCC, lembrando que a incidência de câncer tem crescido muito.      

QUALIFICAÇÃO NA ESTERILIZAÇÃO

Já a reestruturação da Central de Material e Esterilização vai possibilitar ao hospital uma maior qualificação no processo de esterilização de todos os serviços e equipamentos, principalmente os cirúrgicos.  Para isso, todo o projeto da reforma foi pensado, elaborado e executado conforme as diretrizes das normas regulamentadoras.

“No meu entender, a CME é o coração de todo hospital, pois é onde todo o material que será utilizado, será esterilizado. Durante anos, todas as vezes em que tentávamos pedir a autorização da Vigilância Sanitária para credenciar novos serviços, era um apontamento que a Vigilância fazia: a Central de Material não é adequada. Agora, a CME é um lugar que nos faz brilhar os olhos”, afirmou Flávia Cristina Pimenta, superintendente do HULW.

Foram adquiridas quatro máquinas importantes para o setor: uma termodesenfectadora (que permite uma limpeza mais eficaz), duas secadoras ultrassônicas (antes a secagem era manual) e mais uma autoclave, que se soma ao arsenal que o HULW já possuía, mas num porte maior.  Com os novos equipamentos, a produção da CME aumenta mais de 60%. “Isso vai nos garantir qualidade e segurança na prestação da assistência de todos os procedimentos que são realizados nos serviços do HU e também vai gerar eficiência e prontidão para atender a demanda crescente”, declara Gleide Delfino, chefe da Unidade Centro de Cirurgia e da CME.

Angélica Lúcio - Jornalista HULW-UFPB