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HULW remarca mais de 22,5 mil exames e consultas em dois meses

RETOMADA

HULW remarca mais de 22,5 mil exames e consultas em dois meses

Objetivo do Setor de Regulação e Avaliação em Saúde é zerar reagendamentos de 22 mil pacientes até o fim do ano

Mais de 22,5 mil exames e consultas já foram reagendados no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB/Ebserh) nos últimos dois meses. A retomada do atendimento ambulatorial na instituição ocorreu em agosto passado, e milhares de usuários que tiveram os procedimentos suspensos devido à pandemia de covid-19 estão voltando a ser atendidos no HULW. Até o momento, a instituição já reagendou atendimento para cerca de 70% dos pacientes que aguardavam alguma remarcação. 

Conforme o chefe do Setor de Regulação e Avaliação em Saúde do HULW, Leonardo Figueiredo, as atividades ambulatoriais recomeçaram no dia 3 de agosto e, inicialmente, foi dado prioridade a pacientes cujas consultas agendadas para o período de 18 de março a 31 de julho não chegaram a ocorrer. “No primeiro mês, a gente fez uma busca ativa. Ou seja, pegou os telefones no cadastro dos pacientes e tentou entrar em contato. Funcionou como um projeto piloto, um teste de como a retomada iria funcionar. Nesse primeiro mês, a gente atendeu cerca de 5.600 pacientes, dos cerca de 7 mil que haviam sido marcados”, afirma Leonardo Figueiredo. 

Entre 3 de agosto e 30 de setembro, o HULW reagendou 22.560 consultas e exames, sendo que 14.608 correspondem a pacientes que tiveram procedimentos suspensos devido à pandemia. Do total de remarcações, o HULW atendeu 12.005 pacientes até o mês passado, restando 8.769 consultas e exames programados para o período de 1º de outubro a 31 de dezembro. 

Além disso, 1.486 consultas e exames remarcados não ocorreram porque os pacientes faltaram. O percentual de absenteísmo nesse período foi de 10,8%, mas geralmente a média varia entre 18% e 20%. Levando em conta as faltas, o HULW já conseguiu atender grande parte da demanda reprimida gerada pelo coronavírus. 

“No fim deste mês de outubro, teremos uma análise trimestral do trabalho que vem sendo feito. Havíamos estimado que, para novembro, ficaria um residual. Ou seja, alguns pacientes do período da pandemia que não fossem atendidos entre agosto e outubro por algum motivo, remarcaríamos em novembro, para que em dezembro estivesse tudo normalizado. Se tudo ocorrer dessa forma, poderemos começar o ano de 2021 já com uma nova perspectiva”, declarou o chefe do Setor de Regulação e Avaliação em Saúde do HULW. 

Antes de retomar o atendimento no Ambulatório Professor Antônio Dias dos Santos, o Hospital Universitário Lauro Wanderley elaborou um plano de retomada com várias medidas de prevenção à contaminação pelo coronavírus. Dentre as ações com o objetivo de garantir assistência à população, mas de forma segura, estão: marcação de consultas em horários pré-determinados, instalação de tendas fora dos ambulatórios e sinalização dos ambientes de atendimento. Além disso, na entrada do HULW, há uma equipe para a triagem de pacientes ou familiares com sintomas de covid-19, o que é feito por meio de aplicação de questionário estruturado e verificação de temperatura. Por dia, cerca de 500 pessoas passam pela triagem no centro de saúde, de segunda a sexta-feira.

REMARCAÇÃO É FEITA POR TELEFONE

Para evitar aglomeração no hospital, o reagendamento de consultas não pode ser feito presencialmente. Assim, o paciente deve entrar em contato com o Setor de Regulação e Avaliação em Saúde do HULW por telefone, no horário das 8h às 12h e das 14h às 16h. Os números à disposição dos usuários do hospital são: 3206-0606, 3206-0609, 3206-0652 e 3206–0656. 

“A população continua ligando, mas em um número bem menor de pessoas e em um intervalo maior de tempo. Antes o pessoal do teleatendimento colocava o telefone no gancho e de imediato ele tocava novamente. Agora já leva alguns segundos, e às vezes minutos, até que chegue nova ligação. Isso também é um reflexo de que a demanda por remarcação está sendo atendida, pois boa parte das pessoas já conseguiu o reagendamento. Por isso, o número de pessoas ligando para remarcar consultas não está mais tão alto”, explica Leonardo Figueiredo. 

Angélica Lúcio - Jornalista HULW/Ebserh