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Pesquisa desenvolvida no HUOL estuda diabetes e seu tratamento

DIABETES TIPO 1

Pesquisa desenvolvida no HUOL estuda diabetes e seu tratamento

Trabalho foi premiado no último congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes

Com números preocupantes, o diabetes é uma das principais causas de morte por doença no Brasil, ocupando a quarta colocação na classificação do Ministério da Saúde. Dados internacionais também indicam a necessidade de um cuidado maior. Tradicionalmente, a doença é tratada com o uso da insulina, mas nem sempre esse método é suficientemente eficaz. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), desenvolvido no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), busca propor um novo tratamento para o diabetes mellitus tipo 1 e as complicações decorrentes dele.

Intitulada Nanoparticle-incorporated chloroquine as a possible anti-inflammatory therapy in type 1 diabetes mellitus (Cloroquina incorporada a nanopartículas como possível terapia anti-inflamatória no diabetes mellitus tipo 1, em tradução livre), a pesquisa tem encontrado resultados muito satisfatórios ao submeter células diabéticas in vitro a um novo tratamento com a substância cloroquina.

“Concluímos que a cloroquina diminuiu a inflamação nas células e pode, no futuro, reduzir as complicações que o diabetes mellitus muitas vezes causa nos pacientes”, explica Renato Ferreira, doutorando do Programa de Pós- Graduação em Ciências da Saúde e um dos autores do trabalho.

Para chegar a essa conclusão, o HUOL foi fundamental campo de pesquisa: o serviço de endocrinologia pediátrica, coordenado pelo Dr. Ricardo Arrais, recrutou 25 crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos, todos com diabetes mellitus tipo 1, para participação na pesquisa através da coleta e cultura de células de cada um desses pacientes.

No material colhido, os pesquisadores introduziram a cloroquina incorporada às nanopartículas em células primárias e verificaram a redução ou não do perfil inflamatório. “Muitos trabalhos usam células não primárias já diabéticas ou de outros órgãos que não são de pacientes diabéticos. Suplementam, causam a inflamação e monitoram a ação da cloroquina. Um estudo com células dos próprios pacientes é inédito”, garante Renato.

O trabalho desenvolvido no Huol venceu outros 300 concorrentes e foi premiado no último congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

 

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra atualmente 40 hospitais universitários federais, impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas por atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, por apoiar a formação de novos profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a sua natureza educacional, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.