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Huol integra pesquisa com plasma sanguíneo para tratar a Covid-19

ESPERANÇA

Huol integra pesquisa com plasma sanguíneo para tratar a Covid-19

Pessoas que venceram o coronavírus podem colaborar doando

O Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte e à Rede Hospitalar Ebserh (Huol-UFRN/Ebserh), integra um consórcio de instituições mobilizadas para testar o uso de plasma sanguíneo no tratamento de casos graves do novo coronavírus no Rio Grande do Norte. A pesquisa liderada pelo Instituto de Medicina Tropical (IMT) da UFRN foi iniciada neste mês, nos moldes de ações semelhantes desenvolvidas em outros estados brasileiros.

A pesquisa do IMT acontece em parceria com o Hemonorte, responsável pelas coletas de sangue, e inclui, além do Huol, os hospitais Giselda Trigueiro, Rio Grande e Hospital do Coração.

No Onofre Lopes estão engajadas as gerências de Ensino e Pesquisa e de Atenção à Saúde. Além de pesquisadores, profissionais do Banco de Sangue, do Laboratório de Análises Clínicas e equipes assistenciais do Edifício Central de Internações (ECI) estão envolvidos.

A pesquisa se fundamenta na transfusão de sangue de alguém já curado após contrair o coronavírus, para um paciente grave em tratamento da Covid-19. "O princípio é que o sangue da pessoa curada, com possível resposta de defesa, posso auxiliar os quem ainda luta contra a doença ", explica Selma Jerônimo, diretora do Instituto de Medicina Tropical.

A realização da pesquisa depende do voluntariado de doadores curados e da autorização de quem receberá o tratamento experimental. O doador de sangue deve contatar o Hemonorte, ter sido infectado pelo coronavírus e estar recuperado há pelo menos 30 dias. "Esse plasma tem o anticorpo contra o vírus e é possível que esse anticorpo seja neutralizante, auxiliando a bloquear marcadores inflamatórios, que colaboram para agravar a doença. Com a intervenção, pretendemos diminuir a carga viral e ao mesmo reduzir substâncias que causam a inflamação", destaca Selma.

A doação de plasma é ainda mais simples que a tradicional doação de sangue, pois mesmo possíveis desconfortos são mais leves. Como o plasma é filtrado e as células são devolvidas ao doador, não há risco de anemia ou maiores indisposições.

 

Sobre a Rede Hospitalar Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra atualmente 40 hospitais universitários federais, impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas por atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, por apoiar a formação de novos profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a sua natureza educacional, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.