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Hupaa realiza a 492ª cirurgia bariátrica

Referência no estado de Alagoas

Hupaa realiza a 492ª cirurgia bariátrica

Programa de Cirurgia Bariátrica é referência no estado de Alagoas. O procedimento é utilizado em caso de indivíduos com Índice de Massa Corporal (IMC) muito alto, maior que 35 Kg/m². Para ser assistido pelo Programa, pacientes precisam ser encaminhados.

O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa), instituição gerenciada pela rede Ebserh, realizou, no dia 10 de junho, a 492ª cirurgia bariátrica. O procedimento é utilizado em caso de indivíduos com Índice de Massa Corporal (IMC) muito alto, maior que 35 Kg/m². Com equipe multiprofissional, formada por médicos, assistente social, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadora física, enfermeiros, o Programa de Cirurgia Bariátrica do HU, criado em 2002, referência em Alagoas, é o único local do estado que faz esse tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Anderson Cavalcante, cirurgião geral, a realização da cirurgia é benéfica para a melhoria da qualidade de vida do paciente, proporcionando que o indivíduo modifique o estilo de vida, deixando, por exemplo, de ter que fazer uso de certos medicamentos. O médico explica que pessoas obesas, geralmente, adquirem doenças decorrentes do quadro, como diabetes, hipertensão, buscando, na maioria das vezes, os remédios para tratamento nos postos de saúde. O cirurgião avalia o procedimento cirúrgico também pela via do custo-benefício para o Estado. “Quando o paciente faz a cirurgia, ele solicita menos os serviços públicos, o que é bom também para os recursos financeiros do Estado”, frisa.

Angélica Crispim, assistente social do HU, afirma que a relevância do Programa “reside em possibilitar que pessoas que sofrem com as marcas sociais e psíquicas que a obesidade impõe possam refazer as suas vidas”.  Sobre os ganhos de ter uma equipe multiprofissional no Hospital, de acordo com a psicóloga Leila Costa, proporcionar um tratamento integrado aos pacientes é importante para o processo de mudança de hábitos. “Às vezes, o paciente tem conhecimento sobre o seu quadro, mas não tem, por exemplo, um equilíbrio emocional”, pontua. Desse modo, Leila Costa reafirma que profissionais trabalhando em grupo são fundamentais para que o acompanhamento seja adequado.

Paciente impossibilitado de andar

Por conta do nível da obesidade, o que impossibilita Manoel*, 62 anos, de levantar da cama, ele não pode ser pesado. Mas, estima-se que, antes do procedimento, estava com cerca de 140kg, o que configura obesidade nível 3.  Quando não era obeso, Manoel era um homem ativo; já trabalhou na roça, em fábrica de tecidos e exerceu atividades de comerciante.

Como consequências do excesso de gordura, perdeu o movimento das pernas, adquiriu problemas nos rins, nas articulações, na coluna. O paciente do HU contou que, antigamente, ele comia muito doces e ingeria refrigerante em excesso. Hoje, o sonho dele é voltar a andar. “Agora, eu quero caminhar, andar pelo mundo”, afirma. Manoel foi o 489º paciente a realizar a cirurgia pelo Programa. 

Para que uma pessoa tenha acesso ao Programa de Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário, é necessário que um médico do posto de saúde afirme a real necessidade para a realização da cirurgia. Após a recomendação, o paciente será avaliado na instituição, passará por acompanhamento com profissionais de áreas distintas e, posteriormente, realizará a cirurgia.   

Sobre a Ebserh

O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde janeiro de 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

 

 

*O paciente ainda está em acompanhamento pós-cirúrgico. Sendo assim, há necessidade de preservar a sua identidade.