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Tratamento humanizado é realidade na pediatria do Hupaa

Humanização

Tratamento humanizado é realidade na pediatria do Hupaa

Na Teca, brinquedoteca do HU, a prioridade é brincar

Sorrisos, brilho nos olhos, festas, visitas de amiguinhos. Falando assim nem parece a narrativa de crianças que estão internadas em um hospital. É que após a criação do Território Encantado de Criança e Adolescente (Teca), brinquedoteca do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa), o ambiente hospitalar se tornou mais próximo do ser criança. É na brinquedoteca que os meninos e meninas em tratamento no HU têm o direito de escolher o brinquedo e como brincar, podem receber irmãos, colegas e vizinhos com menos de 12 anos. “O objetivo da Teca, que conta com a colaboração de cerca de 60 pessoas, é fazer com que a criança se sinta em casa”, realça Vanessa Ferry, psicóloga e também coordenadora adjunta da Teca.

 

Tratamento humanizado

Vanessa Ferry afirma que há uma mudança de comportamento quando as crianças têm um tratamento humanizado. “Na brinquedoteca, a prioridade é brincar. Elas, antes do projeto, ficavam irritadas, zangadas, aborrecidas. Hoje, no Hupaa, elas são mais afetuosas, têm mais qualidade de vida e estão mais dispostas ao tratamento”, pontua. Sarah Barros, terapeuta ocupacional do HU e também coordenadora adjunta da Teca, define a Brinquedoteca como um espaço de proteção. “É na Teca que as crianças realizam momentos prazerosos”, destaca.

No geral, a rotina de um hospital é dolorosa para os pacientes, já que o processo de tratamento exige medicamento, injeção. Mas, por conta de algumas atividades, há garotos e garotas tornando a rotina prazerosa. Sarah Barros diz que há crianças internadas que querem ficar no HU por conta da brinquedoteca. “É muito agradável quando escuto isso”, diz a terapeuta ocupacional. “Brincar livre”, “Oficinas terapêuticas” e “Brincar sistematizado” são três atividades executadas na Teca, nas quais crianças e mães brincam, e, através da brincadeira, também tratam de assuntos sérios. Atualmente, a Teca funciona de domingo a domingo, pela manhã e tarde.

Bem-estar do paciente e do acompanhante

Com o apoio de uma equipe profissional multidisciplinar e estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e de outras instituições de ensino superior, a Brinquedoteca do Hupaa faz parte das ações da Clínica Ampliada – modelo de tratamento que visa analisar o adoecimento no contexto da vida, observando o paciente dentro da sua relação familiar, social, cultural. “É um cuidado além do corpo do paciente”, frisa Vanessa.

O tratamento humanizado visa atender também os acompanhantes. “Há mães, por exemplo, que passam mais de um ano no HU. Elas também precisam ser inseridas em ações que possibilitem a uma melhor experiência dentro do hospital, destaca a psicóloga”. Segundo Vanessa Ferry, esses espaços servem para que eles compreendam o processo de doença de uma maneira menos dolorosa. “Eles [pacientes e acompanhantes] precisam reelaborar o processo de doença”, declara.

 

História da Teca – Conquistas

Antes de 2015 - A brinquedoteca era proposta por projetos individuais. Sendo assim, quando o funcionário idealizador se aposentava ou deixava de trabalhar no Hupaa, a ação era extinta.

2016 -  Abaixo-assinado - Funcionários optaram pela criação da Brinquedoteca em vez da construção de um refeitório.

 

           Projeto de extensão - No ano de 2016, a Teca passa a ser contemplada como um projeto de extensão da Ufal, contando, atualmente, com 45 alunos.

 

2017 -  A brinquedoteca inicia o processo de institucionalização. Ou seja, mesmo que a gestão seja modificada, a Teca continuará sendo uma realidade.

 

Atualidade e futuro - A brinquedoteca irá implantar, através de jogos digitais e interativos, outras atividades de tratamento humanizado para as crianças.

 

Sobre a Ebserh

Desde janeiro de 2014, o Hupaa-Ufal faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

A empresa, criada em dezembro de 2011, administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.