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Disque COVID UFSM começou o primeiro dia de atendimentos com 549 ligações

Informação contra a epidemia

Disque COVID UFSM começou o primeiro dia de atendimentos com 549 ligações

 
 

Uma parceria entre o Centro de Ciência da Saúde (CCS), a Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Santa Maria (GEP-HUSM) e o Setor de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação (SGPTI) do hospital – que viabilizou a Central de Atendimento –  colocou à disposição da comunidade dois números de telefone - 3220 8500 e 3213 1800 -, para esclarecer dúvidas referentes ao Covid-19. Na quarta-feira, 18, foram registradas 549 ligações. O serviço funciona das 7h às 19h, todos os dias da semana.

Pensando na segurança dos voluntários que estão trabalhando na Disque Covid UFSM, que são na maioria alunos do internato do Curso de Medicina e médicos residentes do HUSM, a central, que conta com nove ramais, foi instalada no andar térreo do hospital, próximo ao hall de entrada e distante do contato com pacientes. Para manter a higiene do local, os voluntários higienizam as mãos com álcool gel ao entrar e sair da sala. A cada 4h, quando é feita a troca de atendentes, as bancadas e equipamentos também recebem esse cuidado. Além disso, todos trabalham com headset (fone+microfone em suporte de cabeça) para evitar o contato direto da boca com o telefone.

Do outro lado da linha, na maioria dos telefonemas, pessoas apreensivas, em busca de orientações. Com medo de ter entrado em contato, sem saber, com pessoas contaminadas em eventos sociais (festas e shows) ou então em viagens recentes. Outras, relataram estar com sintomas como febre, dor de garganta, coriza, dificuldade para respirar.

– Seguimos um protocolo. Completamos o formulário de triagem que a Vigilância Municipal exige para comunicação online dos casos suspeitos. Também fazemos contato pelo WhatsApp para reforçar – explica Gustavo Dotto, responsável pelo E-Saúde do HUSM e coordenador da Central.

Dentre as perguntas feitas no protocolo estão: nome, idade, se a pessoa fez alguma viagem recente ou teve contato com alguém que chegou do exterior, vinda de área de contagio comunitário, bem como os sintomas atuais que possam estar presentes.

– Há ainda, um número reduzido de pessoas que querem orientação sobre medicação. É preciso ficar claro que a gente não prescreve medicação por telefone. A ideia é orientar pessoas que tem possibilidade de apresentar Coronavírus, que tem critério clínico e epidemiológico – esclarece a Médica Residente de Infectologia Laís Garabini Vasconcellos.

Um dos objetivos do serviço é evitar que as pessoas saiam, circulem nas ruas, para conter a contaminação. Bem como evitar que pessoas sem sintomas ou com sintomas leves procurem os pronto-atendimentos, para não disseminar a contaminação.

– Essa epidemia veio para a gente repensar nossas atitudes, nossas práticas. Se a gente quer passar uma mensagem para o mundo, para as outras pessoas, a gente tem que começar por aqui – conclui a residente.

Para o Diretor do CCS/UFSM, Prof. Dr. Jose Edson Paz da Silva, os acadêmicos estão vivendo uma oportunidade única, que trará muito valor para sua formação profissional.

– Daqui 20 ou 30 anos, eles irão lembrar que o mundo parou em razão do Covid-19 e que eles foram voluntários para orientar as pessoas – conclui o Professor.

O Disque Covid UFSM foi uma iniciativa do Departamento de Clinica Medica da UFSM por meio dos professores Dr. Fabio Lopes Pedro e Alexandre Schwarzbold (Infectologistas), com o apoio da Direção do CCS/UFSM, da Disciplina de Epidemiologia do Curso de Medicina UFSM,  do Departamento de Saúde Coletiva da UFSM, da Coordenação do Curso de Medicina da UFSM e COREME/UFSM.

- A proposta foi levada ao Gabinete do Reitor Paulo Burmann, que nos deu todo apoio - explica o diretor do CCS.

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