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GTH e Residência Multiprofissional se unem para levar música aos pacientes internados na UTIs

Parceria em prol do paciente

GTH e Residência Multiprofissional se unem para levar música aos pacientes internados na UTIs

O Hospital Universitário de Santa Maria adotou a Musicaterapia como técnica de humanização para os pacientes internados nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). O projeto-piloto Caixa de Música que iniciou pela UTI Covid, no mês de julho, agora chegou aos bebês.

A Musicaterapia já faz parte da lista da Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PICS), desde 2017 (veja abaixo). Mas, graças a uma iniciativa do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) e da Unidade de Comunicação do HUSM, em parceria com a Residência Multiprofissional, ela se tornou uma realidade dentro das UTIs.

- Pensamos em levar música para amenizar o confinamento nesses ambientes fechados, que acabam sendo estressantes tanto para os pacientes quanto para os profissionais. Há duas formas de atuar: em alguns momentos, colocamos a música para ser ouvida por todos os pacientes. Em outros, personalizamos para cada paciente – explica a psicóloga Taiane Klein, coordenadora do GTH.

- Queríamos muito colocar em prática, mas faltavam os equipamentos. Como levar música para dentro das UTIs se não tínhamos sistema de som no hospital? Foi então, que o Gabinete do Reitor da Universidade Federal de Santa Maria nos repassou seis caixas de som portáteis, doadas pela receita federal – afirma Mariângela Recchia Correa, jornalista, chefe da Unidade de Comunicação do hospital.

As caixas têm entrada para pendrive, onde as músicas são gravadas. Com o equipamento em mãos, era preciso ainda profissionais que estivessem dispostos a personalizar a playlist musical para as UTIs Adulto, Coronária, Pediátrica e Neonatal. Foi então que as residentes da Linha Crônico degenerativa e da Materno-Infantil assumiram mais esse desafio e se tornaram DJs da saúde.

Na UTI Covid, as primeiras músicas foram colocadas para tocar logo após o horário do banho de cada paciente, sempre respeitando a intensidade de som que não atrapalhasse o descanso e a recuperação do colega de quarto ou enfermaria. A enfermeira Viviane de Freitas gravou as primeiras músicas, depois que as assistentes sociais conversaram com os pacientes conscientes e com os familiares daqueles que estão entubados, para saber mais sobre a preferência musical de cada um.

- Tivemos um paciente que, quando saiu da sedação, estava em confusão mental, agitado e nervoso. O pessoal fez uma seleção de músicas tradicionalistas que ele gosta e colocou para ele. Ele conseguia prestar atenção na canção, cantou junto e diminuiu a agitação – recorda a psicóloga.

De acordo com Taiane, a música também ajuda o paciente a se reconectar com a vida fora do hospital. Proporciona sentimentos e lembranças boas, além de emoções positivas.

- Tudo isso aumenta a adesão ao tratamento e potencializa a melhora do paciente. – Afirma.

Quando o projeto estava consolidado na UTI Covid, as demais caixinhas de som começaram a adentrar as UTIs Adulto, Coronária, Pediátrica e Neonatal. Em cada um desses locais, profissionais da saúde engajados nos serviços acolheram o projeto. A fisioterapeuta Caroline Veloso – integrante do GTH - conversou com as equipes e organizou a ação.

No final do mês de outubro, as caixinhas de música da UTI Pediatria e da Neonatal foram colocadas em funcionamento

- Todo mundo da equipe, inclusive as chefias das unidades que a gente conversou, foi super aberto e acolheu o projeto. Cada local tem autonomia para escolher quando, por quanto tempo e que músicas são viáveis para o paciente – conta a residente de Fisioterapia, Janine Bosi Tonel.

- Na UTI cardiológica, no primeiro dia, todos os pacientes estavam acordados. Foi colocado no salão para todos ouvir e todos gostaram – diz a residente de Fisioterapia Laíza Spode Flores.

 

Músicoterapia

 Por meio da portaria nº 145/2017, o Ministério da Saúde aumentou as opções de tratamentos complementares ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) considera 29 terapias integrativas como “ações de promoção e prevenção em saúde”. Entre elas há a musicoterapia -prática expressiva integrativa conduzida em grupo ou de forma individualizada, que utiliza a música e/ou seus elementos – som, ritmo, melodia e harmonia – num processo facilitador e promotor da comunicação, da relação, da aprendizagem, da mobilização, da expressão, da organização, entre outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de atender necessidades físicas, emocionais, mentais, espirituais, sociais e cognitivas do indivíduo ou do grupo.

FONTE: Ministério da Saúde https://aps.saude.gov.br/ape/pics/praticasintegrativas

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