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Instalação dos primeiros módulos do AGHU no HUSM completa 6 anos

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Instalação dos primeiros módulos do AGHU no HUSM completa 6 anos

O Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) é um sistema de informatização em módulos, proposto pelo MEC dentro do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), com objetivo de qualificar  a informatização dos processos referentes às práticas assistenciais e administrativas nos Hospitais Universitários (HU), além de permitir a padronização da informação dos 40 HU´s que integram a rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), permitindo a criação de indicadores nacionais e a implementação de programas de melhorias. No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM/UFSM), o início do processo de informatização via utilização do AGHU e a implantação dos primeiros módulos completa 6 anos dia 12 de junho. De lá para cá, muita coisa mudou. Aos poucos o uso rotineiro do papel vem sendo progressivamente substituído pela via digital e o atendimento ao paciente ganha agilidade, segurança e transparência.

A Gerente de Ensino e Pesquisa do HUSM/UFSM e Coordenadora do Núcleo de Gestão do AGHU/HUSM, Beatriz Silvana da Silveira Porto, e o Chefe do Setor de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação do HUSM (SGPTI), Emerson Mortari, recordam os primeiros passos dados para incorporar a tecnologia na rotina hospitalar.

- O HUSM vinha, antes disso, tentando informatizar seus processos, mas não havia uma integração entre os setores e serviços, pois. O AGHU veio dentro do Programa de reestruturação dos Hospitais Universitários e hoje ninguém vive sem ele  – afirma Beatriz.

- Em 2010 e 2011 membros da gestão e da equipe da TI do HUSM foram para o MEC, em Brasília, planejar a parte de infraestrutura para receber o sistema. Em seguida, instalamos a Sala Segura ou Data Center, um dos pré-requisitos para a implantação do AGHU - explica Mortari.

No mesmo ano, a gestão do hospital assinou o termo de acordo para adesão ao aplicativo. Após concluir o trabalho de cabeamento, a partir de 2013, iniciou-se a implantação dos primeiros módulos no HUSM. Todo esse trabalho teve monitoramento constante do Núcleo de Gestão do AGHU.

- Esse grupo, cujos colaboradores foram mudando, é responsável, desde o início, pela gestão dos processos de implantação, pela elaboração as normas e fluxos necessários e pela interface com os serviços. Além disso, organiza a capacitação dos servidores e faz o trabalho junto a Ebserh para definir os módulos e a forma de implantação – recorda a gerente de Ensino e Pesquisa e presidente do Núcleo.

O AGHU é composto por módulos, cada um com uma função, que podem ser implantados de maneira independente, apesar de interagirem entre si após a instalação no sistema. Hoje, no HUSM, temos quase todos os módulos disponíveis implantados. À partir de julho estarão disponíveis para implantação os de Controle de Infecção Hospitalar, Patologia e Faturamento ambulatorial. E, na sequência, planeja-se implantar ainda os de Farmácia e Suprimentos, com os quais espera-se um significativo acréscimo na qualidade dos processos de gestão.

 

Vantagens do uso do AGHU -

O uso do aplicativo nos hospitais trouxe agilidade, rapidez, segurança para o paciente e possibilidade de rastreamento de todos os processos assistenciais.

O AGHU possibilitou a criação de inúmeros relatórios de gestão, o que permitiu um melhor planejamento nos serviços oferecidos ao paciente.

– No HUSM existe o antes e o depois do AGHU. A possibilidade de acessar informações, tanto de dados de produção quanto de informações assistenciais, em tempo real, faz muita diferença no exercício da gestão - garante Soeli Guerra, gerente de Atenção à Saúde.

Outro ponto positivo do AGHU é que ele é um sistema aberto. Permite adequações, melhorias ampliações, desenvolvimento e implantação de novos módulos, conforme as particularidades dos hospitais. Além disso, permite rastrear todos os acessos feitos ao sistema.

- Cada usuário do sistema tem um perfil de acesso, de acordo com sua função. Existem vários perfis de acesso com diferentes níveis de visualização e ação dentro do sistema. Também fica registrada a ação de cada um no sistema, o que visualizou e o horário que acessou. Essa transparência é bastante importante – explica Beatriz.

Dentro do Núcleo de Gestão do AGHU existe o Comitê de Acesso, que analisa as solicitações de acesso. É dada a autorização de acordo com o perfil e nível de informações que o usuário precisa e/ou tem permissão para acessar.

Com o AGHU uma antiga queixa, que era recorrente, foi solucionada. A prescrição médica agora é digitada, então, nada de falar mal da letra ilegível do médico. O NG-AGHU trabalha em parceria com o Núcleo de Segurança do Paciente para melhorias e ajustes constante no sistema e muitos dos apontamentos em relação à segurança já foram sanados com o uso do AGHU.

Outra grande melhoria de processo proporcionada pelo AGHU foi em relação aos pedidos de consultorias com outros especialistas para pacientes internados. Atualmente as solicitações e os pareceres de consultoria entre as equipes assistenciais são realizados via AGHU, permitindo uma maior agilidade no processo de avaliação e condutas médicas ao paciente.

- Por exemplo, a equipe assistencial de determinada unidade de internação necessita um parecer de outra especialidade para determinado paciente sob seus cuidados. Antes do AGHU o profissional preenchia a solicitação em papel, repassava para a secretária que, por sua vez, encaminhava para o especialista solicitado, às vezes, com demora entre a entrega do documento e a devolutiva do parecer. O papel corria risco de extraviar. Atualmente, foram criados os grupos de consultoria por especialidade e o processo tem rapidez e segurança. O profissional demandante entra no sistema, faz o pedido de consultoria para a especialidade desejada e a solicitação cai na caixa de mensagem da equipe e/ou profissional demandado, que pode visualizar e responder com maior brevidade – esclarece Beatriz.

- Quando esse profissional se logar para entrar no sistema, vai aparecer mensagem solicitando consultoria. Ele abre, dá parecer e remete. Agilizou muito – conta o chefe da SGPTI.

Uso do Prontuário online

Apesar de já usar o prontuário digital do paciente, ainda não foi possível abandonar o prontuário físico. Para isso será preciso ainda incorporar outros módulos e documentos, além de digitalizar todos os documentos já existentes, o que demanda tempo. Além disso, as auditorias externas ainda são feitas também no prontuário físico. Então, para que nenhum procedimento, exame ou prescrição fique de fora, os resultados são impressos e anexados no prontuário físico.

- Além da digitalização de todo esse material, ainda precisamos avançar na certificação digital para substituir a assinatura e carimbo em papel – afirma a gerente de Ensino e Pesquisa.

Mas a solicitação de exames laboratoriais e de imagens, por exemplo, já está toda inserida no aplicativo e é feita de forma online.

- No final de 2015, implantamos os módulos Exames e Cirurgias. No início de 2016, começamos a exigir que os exames chegassem via AGHU.

- Conseguimos implantar a lista cirúrgica e informatizar boa parte do Bloco cirúrgico para controle de agenda da sala cirúrgica.

 

Módulos implantados

Pacientes

Configurações

Ambulatório Administrativo

Ambulatório Assistencial

Internação

Prescrição Médica

Prescrição de Enfermagem

Controles do Paciente

Exames

Cirurgia

Imagens: