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Ações educativas visam sensibilizar profissionais sobre Medicamentos Potencialmente Perigosos (MPPs)

Segurança do Paciente

Ações educativas visam sensibilizar profissionais sobre Medicamentos Potencialmente Perigosos (MPPs)

 

Também conhecidos como medicamentos de alta vigilância, há na longa lista de medicamentos de uso hospitalar que precisam ser usados mediante atenção total: os chamados Medicamentos Potencialmente Perigosos (MPP). Esses medicamentos possuem maior risco de causar danos significativos ao paciente - permanentes ou morte -  se não forem utilizados de forma adequada. Em razão desse alto risco, a Unidade de Gestão de Riscos Assistenciais (UGRA) e o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) iniciou na segunda-feira (6), na UTI Neonatal e UTI Pediátrica, uma campanha interna de sensibilização aos profissionais da saúde que prescrevem (médicos), dispensam (farmacêuticos) e administram (enfermagem) esses medicamentos. A ideia é implantar barreiras para prevenir a ocorrência de eventos adversos.

No Hospital Universitário de Santa Maria, a lista completa com o nome dos MPPs pode ser acessada na Intranet em Manuais e Protocolos, clicando em Finalidades Múltiplas/Lista de Medicamentos padronizados no HUSM. Para facilitar a consulta e destacar os potencialmente perigosos, esses estão na cor vermelha. No Aplicativo de Gestão dos Hospitais Universitários (AGHU), o Sistema de Prescrição sinaliza os MPP com essa sigla, antes do nome do medicamento, por exemplo: (MPP) Epinefrina. Também na Intranet, os profissionais poderão acessar o Manual de Diluição dos Medicamentos Injetáveis e o Protocolo de Segurança na prescrição, dispensação, armazenamento e administração de medicamentos para esclarecer possíveis dúvidas.

De acordo com o Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP), dentre as estratégias que podem ser adotadas para desenvolver barreiras protetivas aos pacientes e evitar erros envolvendo os MPPs estão: padronizar a prescrição, adotar medidas de segurança para identificação e armazenamento, com etiquetas e rótulos auxiliares. Além do procedimento de dupla checagem do medicamento, antes dele ser ministrado. No HUSM, com a prescrição em mãos, o profissional deve verificar a identificação do paciente, conferindo com a pulseira de identificação e a placa de identificação junto ao leito, bem como os nove certos da administração segura de medicamentos: 1) Paciente certo, 2) Medicamento Certo, 3) Dose Certa, 4)Via certa, 5) Hora Certa, 6) Documentação Certa, 7) Orientação Certa, 8) Direito a recusar o medicamento e 9) Resposta certa.

Durante a ação educativa com os profissionais está ocorrendo a discussão de um Alerta sobre MPP, a entrega de um vídeo explicativo, elaborado pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS) – que será instalado na área de trabalho dos computadores. Na oportunidade também, os funcionários poderão interagir por meio de um jogo (Liga-Pontos) em que eles terão que relacionar 14 MPPs elencados aos danos mais frequentes, se administrados equivocadamente.

- A segurança no uso de Medicamentos Potencialmente Perigosos (MPP) faz parte das ações contidas na terceira meta internacional de Segurança do Paciente. Conhecer e saber utilizar esses medicamentos adequadamente é vital, como forma de proporcionar uma assistência cada vez mais segura – afirma a enfermeira Noeli Landerdahl, coordenadora do NSP.

Veja o vídeo que os profissionais da saúde receberam:

 

Imagens: