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HUSM conta com uma Central de Vácuo Clínico para atender Bloco Cirúrgico, Pronto-Socorro e UTIs

controle de infecção hospitalar

HUSM conta com uma Central de Vácuo Clínico para atender Bloco Cirúrgico, Pronto-Socorro e UTIs

 

O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) conta, desde o início do mês de julho, com uma Central de Vácuo Clínico, localizada no pátio externo, ao lado da entrada do prédio da Radioterapia. Foram instaladas duas bombas de vácuo para atender, prioritariamente, os leitos do Bloco Cirúrgico, do Pronto-Socorro, incluindo os da UTI Covid, e, assim que concluída a obra da nova Central de UTIs, atenderá também os novos leitos.

Cada bomba possui capacidade de 385m³/h de vazão. Uma, sozinha, é suficiente para atender todos os leitos das áreas de Urgência e Emergência do hospital. No entanto, conforme previsto na NBR 12188, enquanto uma fica em operação, a outra fica de backup, caso aconteça alguma falha no sistema.

As bombas de vácuo possuem filtro bacteriológico, que esterilizam os gases eliminados durante a aspiração de secreção dos pacientes. Os filtros serão trocados a cada 4 mil horas de funcionamento.

O vácuo Clínico é indispensável no controle de infecção hospitalar. Os profissionais de saúde conectam o frasco aspirador na canopla da tubulação cinza para aspirar as secreções através do vácuo, não gerando aerossóis no ambiente e, qualquer vapor ou gotícula que são sugados para a tubulação do sistema são levados até os filtros bacteriológicos, deixando de circular no ambiente e evitando contaminações. Em razão da pandemia, o uso do vácuo é a forma mais segura para fazer a aspiração, principalmente se tratando de pacientes Covid.

- A Central é utilizada para sucção nos procedimentos médicos. A rede de vácuo sempre fica com pressão negativa, basta o profissional de saúde interligar o frasco coletor e realizar a aspiração – explica o engenheiro mecânico do HUSM, Vinicius de Ávila Severo.

- A nova central é mais moderna e eficiente comparadas ao sistema antigo. As bombas são do tipo parafuso e trabalham a "seco", reduzindo o consumo de água que o modelo antigo necessitava por ser do tipo anel de líquido. Além disso, motores elétricos das bombas possuem certificação IE3 e possuem inversores de frequência, o que também gera economia de energia para o HUSM – afirma o engenheiro mecânico do HUSM, Reginaldo de Freitas.

​A Central de Vácuo clínico é uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está de acordo com RDC 50 de 2002 sobre Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Para a conclusão da obra foram investidos cerca de R$ 197 mil. A verba veio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o hospital.

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