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Venezuelana tem vida salva após transplante hepático no HUWC

HUWC FAZ O BEM!

Venezuelana tem vida salva após transplante hepático no HUWC

“Aqui, eu renasci”. Com essas palavras, a venezuelana Maryelin Alicia Henriquez Rojas, de 32 anos, agradece a vida de volta depois de um bem-sucedido transplante hepático no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), no dia 5 de novembro de 2019.

Huygens Garcia, chefe do Serviço de Transplante Hepático do HUWC, explica que a legislação brasileira permite o transplante de pacientes estrangeiros que estejam em risco de morte. Foi o caso de Maryelin, portadora de hepatite fulminante.

Já numa situação bastante difícil na Venezuela, a dona de casa veio com a filha mais nova visitar o irmão, hoje morador de Roraima, em setembro de ano passado. Passados alguns dias, ela começou a perceber os olhos cada vez mais amarelos assim como a urina. “Antes, eu não sentia nada. Foi tudo muito rápido”, conta.

Não demorou muito e Maryelin já estava internada em estado grave num hospital de Roraima. “O médico de lá (Roraima) entrou em contato com o Serviço de Transplante de Fígado do HUWC, em Fortaleza (CE), que fez de tudo para a transferência dar certo”, lembra, bastante emocionada.

O médico cearense explica que uma logística complexa e um fluxo de autorizações tiveram de ser seguidos para transferir Maryelin de Roraima para o Ceará. “Envolvemos os governos dos dois estados, o Ministério da Saúde, ou seja, tudo foi feito para trazermos a paciente”, relembra o cirurgião transplantador.

No dia 5 de novembro, o transplante ocorreu. Desde então, Maryelin é acompanhada no HUWC e se mantém com a ajuda do governo de Roraima. Hoje, ela vive com a mãe, Marylena Rojas de Henriquez, numa pousada próxima ao hospital. “O atendimento aqui no HU é muito bom. Todos me tratam da melhor forma possível. E eu quero bem a todos também”, diz, secando as lágrimas.

Para Maryelin, a volta para Maturín, cidade venezuelana do estado de Monagas onde morava com os três filhos, parece distante. “Se eu puder, quero ficar no Brasil. Trazer meus outros dois filhos para cá. Muito obrigada por tudo. Que Deus abençoe todos que me ajudaram”, finaliza.