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Gestores do Complexo Hospitalar UFC/Ebserh compartilham conquistas do último ano

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Gestores do Complexo Hospitalar UFC/Ebserh compartilham conquistas do último ano

Gestores do Complexo Hospitalar reúnem-se para compartilhar conquistas do último ano. Em reunião realizada na manhã de hoje (6), o reitor Universidade Federal do Ceará, Prof. Cândido Albuquerque, e o vice-reitor, Prof. Glauco Lôbo Filho, estiveram com a gestão do Complexo Hospitalar da UFC, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e os diretores das faculdades de Medicina (que abriga esta graduação e a de Fisioterapia) e de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, para realizar um balanço desses primeiros 12 meses. A atmosfera geral foi de gratidão pelo compromisso coletivo que possibilitou os resultados alcançados no período, marcado por integração administrativa, superação de desafios e dinamismo nas decisões.

 

Assista ao vídeo instituicional de 1 ano, clicando aqui.

Confira as fotos da reunião, clicando aqui.

 

De Brasília, o presidente da Ebserh, Oswaldo Ferreira, também se pronunciou em alusão a este marco da gestão. “Peço transmitir aos nossos colaboradores o meu agradecimento pela competente dedicação ao mister de apoiar a formação de excelentes profissionais na área de saúde e, igualmente, à prestação de assistência de qualidade aos segmentos da sociedade que dependem do nosso apoio. Realmente, o Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand, sob a gestão do Prof. Carlos Augusto, da qual é o líder há um ano, merecem o nosso aplauso” disse.

Em 4 de outubro de 2019, ao tomar posse como superintendente do Complexo Hospitalar, o até então gerente de Atenção à Saúde da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Prof. Carlos Augusto Alencar Júnior, tinha planos para desenvolver o Complexo que já conhecia tão bem. No encontro desta manhã, depois de pouco mais de um ano à frente dos dois principais equipamentos de saúde voltados para o ensino da rede pública cearense, o médico e docente apontou como principais legados do período a integração dos hospitais à academia e a união em prol do gerenciamento da crise trazida pela pandemia do novo coronavírus. “Foi um ano difícil, onde tivemos a missão de rapidamente adaptar os hospitais para contornar essa crise, que nos serviu de incentivo para crescer e buscar ainda mais resultados”, avaliou, aproveitando para agradecer o apoio integral dos gerentes de Atenção à Saúde (Dr. Arnaldo Peixoto e Dr. Edson Lucena), de Ensino e Pesquisa (Dr. Renan Montenegro Júnior) e Administrativa (Dra. Eugenie Néri) do Complexo Hospitalar, além da presidência da Ebserh e da Reitoria da UFC.

O reitor Cândido Albuquerque sintetizou 2020 como um ano que “separou as crianças dos adultos”, ao impor desafios que fizeram com que a universidade, a saúde e a administração pública se reinventassem. “No mar calmo, todo marinheiro é bom. Neste contexto, fomos capazes de nos reinventar, de manter nosso calendário e nossa missão. Isso só foi possível porque contamos com parceiros como a Ebserh e cada um de vocês, que durante esta crise estavam exatamente onde precisavam estar”, disse, parabenizando os presentes e acrescentando que o momento permitiu que o Prof. Carlos Augusto e a própria empresa gestora mostrassem sua capacidade de agregação e mobilização. 

Reconhecimento e respeito também foram a tônica da fala do Prof. Glauco Lôbo Filho, que disse estar completando 50 anos de ligação com o Complexo Hospitalar, desde seu ingresso como estudante de Medicina, em 1970. “Praticamente morei aqui durante meus períodos de internato e residência e posso afirmar, com certeza, que, assim como toda faculdade tem os seus departamentos, este Complexo é o grande departamento do Campus do Porangabuçu. Preciso expressar o quanto fico feliz por ver nossos hospitais crescendo e se desenvolvendo”, afirmou o vice-reitor. Ele ressaltou ainda que a pandemia provou que, sim, “existem problemas que são difíceis para as pessoas, mas não são impossíveis para um grupo preparado”.

Entre os gerentes de área, o sentimento comum era de agradecimento e dever cumprido. As menções mais recorrentes foram as “portas abertas” da gestão para  alinhamento e construção conjunta de projetos, a meta  – alcançada  – de trazer a docência para mais perto do Complexo e a resposta exemplar aos desafios da emergência em escala mundial. “A maior vitória foi manter os hospitais funcionando, de forma segura, tranquila e sem perder nenhum funcionário”, apontou o Dr. Arnaldo Peixoto, gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). 

Já o Prof. Edson Lucena, gerente de Atenção à Saúde da MEAC, destacou que a gestão começou com muitos projetos na cabeça, mas o principal deles, embora não esperado, foi a manutenção das atividades assistenciais nessa conjuntura difícil, tanto nos aspectos financeiro quanto sanitário. “Garantimos o ensino, o atendimento e a segurança dos nossos colaboradores. Nossas equipes foram extremamente coesas, e, neste novo cenário que se anuncia, tenho certeza de que a retomada das metas iniciais será muito bem-sucedida”, avaliou.

A presença dos diretores da Famed, Prof. João Macedo Coelho  Filho, e das diretoras da FFOE, professoras Lidiany Rodrigues Gerage e Ana Karina Bezerra Pinheiro, foi representativa dessa nova visão de gestão do Complexo como um organismo vivo, integrador da tríade ensino-pesquisa-assistência. “Essa é a prova de que é possível ter sim uma gestão pautada em grandes projetos institucionais. É possível construir projetos que unam diferentes saberes, articulando-se em prol de um novo sentido de universidade”, destacou o Prof. João Macedo.

   

VISITA GUIADA – Logo após o encontro, no qual foi apresentado o novo vídeo institucional do Complexo Hospitalar, síntese do primeiro ano da gestão, a superintendência guiou uma visita dos convidados pelas instalações do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC). Na maternidade, o percurso incluiu tour pela emergência recém-reformada, área da convivência da maternidade, painel de homenagem aos colaboradores pelo combate à covid-19 e ambulatórios de Ginecologia e Mastologia. Neste último, foi apresentado o novo mamógrafo recentemente doado à instituição, já instalado e em pleno uso no atendimento às pacientes.

O grupo prosseguiu pelas policlínicas especializadas do HUWC e pela Gerência de Ensino e Pesquisa do Complexo, na qual a comitiva foi apresentada a novos elevadores instalados, laboratório de informática e centro de simulação realística. Na sequência, foram aos ambulatórios de Reumatologia, Geriatria e Pneumologia (agora funcionando em novo espaço), passando pelo serviço de Radiologia, onde visitaram a sala do novo angiógrafo, equipamento de cerca de R$ 4 milhões, em fase de instalação. A visita foi encerrada com a apresentação da placa de homenagem aos colaboradores do HUWC que trabalharam diuturnamente no combate à covid-19 e pela fachada revitalizada com nova sinalização.

 

UM ANO, MUITAS CONQUISTAS Para comandar 4.430 colaboradores, sendo 408 residentes, a primeira ação, anunciada ainda no discurso de posse do Prof. Carlos Augusto, foi a mudança da Superintendência para o prédio das diretorias das faculdades, integrando os hospitais à academia. Os meses seguintes foram marcados por implementação de sistemas de controle, gestão compartilhada e melhorias de infraestrutura. Quando a pandemia de covid-19 foi anunciada, uma nova dinâmica de planejamento e execução em tempo real exigiu de todos, gestores e colaboradores, dedicação integral e integrada. Antes mesmo do primeiro caso da doença ser diagnosticado no Ceará, o Complexo instituiu seu comitê de enfrentamento e publicou o Plano de Contingências para Enfrentamento à Covid-19.

Seguindo sempre à risca as determinações das autoridades de saúde, os serviços de urgência e emergência passaram pelas devidas adaptações para não ser interrompidos. Procedimentos eletivos foram suspensos em março e, aos poucos, têm sido retomados desde julho. Foram investidos mais de R$ 6,8 milhões na aquisição de EPIs e não houve registro de um único dia de desabastecimento, apesar da crise mundial. Ainda em março, foi instituído o Projeto Conectados, de cuidados com a saúde mental do colaborador, que já contabiliza cerca de 700 atendimentos, entre práticas integrativas e plantões psicológicos e psiquiátricos, presenciais e on-line. Mais de 300 protocolos foram elaborados definindo as práticas assistenciais com padronização de segurança.

O ensino foi, sem dúvidas, uma das áreas onde a inovação esteve como principal aliada. As sessões clínicas foram para a web e o núcleo de teleatendimento em saúde viabilizou o acompanhamento de pacientes sem que eles precisassem comparecer ao ambiente hospitalar. O Centro de Simulação Realística permitiu o treinamento de habilidades sem contato com paciente e, no laboratório de informática, alunos interagiram com os preceptores em consultório.

O desempenho assistencial passou a ser acompanhado on-line, em painel de business intelligence (BI), e o Laboratório do HUWC instituiu controle externo de qualidade. Evolução também na fila cirúrgica da MEAC e na fila ambulatorial do HUWC, que passaram a ser informatizadas. Os sistemas AGHU e PACs, de gestão assistencial e armazenamento de exames de imagem, respectivamente, foram ampliados, colocando o Complexo em um novo patamar tecnológico.

Os resultados de exames laboratoriais estão agora disponíveis para acesso pela Internet. Painéis de senha nos ambulatórios e na farmácia ambulatorial trouxeram mais conforto para os usuários, que também ganharam em acessibilidade, com a nova sinalização das fachadas do HU e da Emergência da MEAC. Líder em pesquisa entre os 40 hospitais da rede EBSERH, o Complexo Hospitalar tem 218 pesquisas clínicas e acadêmicas em andamento, atualmente. A instalação de elevadores na Unidade abre, ainda, novas perspectivas de captação de recursos ao atender a pré-requisitos de projetos de financiamento. O parque tecnológico foi incrementado com a incorporação de um mamógrafo doado para a MEAC e a aquisição de um angiógrafo instalado no HUWC.

    Por fim, a retomada das obras do 3º pavimento do Hospital Universitário e do reforço estrutural do prédio da Neonatologia da MEAC foi outro avanço há muito tempo aguardado por toda a sociedade, já que os novos espaços ampliaram o cenário para atividades de ensino por meio da assistência a mais pacientes.

    “Diante das dificuldades, tem-se duas opções: lamentar-se e praguejar ou liderar um movimento rumo à superação dos obstáculos. A mensagem que a UFC e, em particular, o Complexo Hospitalar, tem dado é a segunda. O aprendizado deste ano será de grande valia no crescimento que teremos nos anos de bonança que ainda virão”, finalizou o reitor em sua fala de abertura da programação, resumindo o ganho maior do balanço apresentado: “Juntos, descobrimos que somos mais fortes que a pandemia”.

Gabinete do Reitor da UFC, com informações da Unidade de Comunicação da MEAC – e-mails: greitor@ufc.br/ comunicacao.meac@ebserh.gov.br