Notícias Notícias

Voltar

Especialista da Maternidade alerta sobre os riscos da HPV durante a gravidez

SAÚDE

Especialista da Maternidade alerta sobre os riscos da HPV durante a gravidez

A infecção é uma das doenças mais comuns entre adultos jovens sexualmente ativos

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 75% das mulheres sexualmente ativas vão ter contato, alguma vez na vida, com o Papilomavírus Humano, o HPV. Após o contagio, ao menos 5% desenvolve o câncer em um prazo de 2 a 10 anos. Na gestação, cresce a probabilidade desse agente infeccioso se manifestar e causar lesões. 

Na Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), todas as gestantes do pré-natal de alto risco são orientadas e realizam exames para diagnosticar possíveis riscos e garantir uma maternidade saudável.

Segundo a médica Maria da Guia de Medeiros, gerente de atenção à Saúde da MEJC, as alterações hormonais e a menor resistência imunológica da gestante predispõem ao desenvolvimento da doença. “Se a mulher já tiver o Papilomavirus no seu corpo, a probabilidade de ele se manifestar na gestação é alta e existe o risco da transmissão do vírus para o bebê durante o parto”, afirma.

Estimativas globais apontam que entre 5,5 e 65% das grávidas estejam infectadas pelo HPV, e o Brasil está dentro dessa média, onde cerca de 33% das mulheres gestantes têm o vírus.

“Mesmo não ameaçando a evolução da gravidez e nem a saúde do bebê, o HPV apresenta um risco relacionado ao fato da mãe poder transmitir o vírus para o bebê durante o parto”, explica a médica. “No entanto, isto não é comum e mesmo que o bebê contraia HPV na hora do parto, na maioria das vezes, ele não chega a manifestar a doença, uma vez infectado, ele pode desenvolver verrugas na região oral, genital, ocular e laríngea, que devem ser devidamente tratadas”, ressalta.

Após o nascimento do bebê, é aconselhado que a mulher seja novamente examinada para verificar a existência ou não do vírus HPV e continuar o tratamento, se assim for necessário. É importante ainda que a mulher saiba que o tratamento para o HPV no pós-parto não impede a amamentação, pois não passa para o leite materno.

A prevenção é fundamental, geralmente as mulheres buscam por tratamento quando já estão em um estágio avançado da doença.

 “Todas as meninas de 12 até 13 anos precisam receber a vacina do HPV, assim como os meninos também. Depois da vida sexual ativa, é preciso ser feito o exame de prevenção regularmente. É o exame de prevenção que diagnostica lesões pequenas que podem ser tratadas”, orienta a especialista.

Sobre a Ebserh

Desde agosto de 2013, a Mejc-UFRN é filiada à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação que administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.